Parte o copo de champanhe, deita fora as perucas e as máscaras.
Guarda por enquanto os sapatos brilhantes e calça os teus All Star, limpa o rímel e o risco, tira os quilos de base e o batom vermelho.
Esquece os telefonemas e as mensagens.
Caga nas mentiras e nos boatos.
Veste as calças de ganga rasgadas e a t-shirt dos Pink Floyd. Lava a cara e esquece...
Esquece...
Esquece...
Mete a mochila às costas e vai em viagem.
Não vás de avião nem naquele cruzeiro fabuloso que vês todos os dias da janela do quarto dele.
Vai de comboio.
Tem mais paragens.
Se calhar numa delas...
Se calhar...
sexta-feira, maio 02, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
Nada, miúdo, nada.
Lágrimas. Sinto-as a escorrer pela cara, enquanto leio as linhas. As entrelinhas percebo-as melhor que ninguém.
Não tenho culpa, sabes que não. Mas não é por isso que deixo de sentir remorsos. E já dizia o outro que "o remorso é uma coisa tão incrível as imagens organizam-se de forma acessível". O telefone toca... O que é que fazes...? Nada... nada.
Eu não posso. Não sou eu.
Eu brinco, jogo, sorrio e lanço gargalhadas estridentes. Para mim não passa de mais uma diversão, mais uma actividade, mais uma forma de atenção.
Sinto que magoo com cada gesto a menos, com cada palavra a menos, com cada sentimento que não possuo, com as coisas que poderia fazer e não faço, com as coisas que poderia dizer e não digo. Faço por bem mas com isto faço pior. Será? Dizes que não tem fim. Eu dou-te o fim, queres?
Não sei se consigo. Sou egoísta demais para dar e egoísta demais para perder.
E agora, puto?
Deixa-me adormecer ao teu lado com sono de bebé...
Beep-beep.
Tenho que ir, desculpa. Amanhã... amanhã... amanhã falamos.
Onde vais?
Casa...
Então adeus.
Adeus, adeus.
Beep-beep.
Mãe, não sei a que horas chego...
Não tenho culpa, sabes que não. Mas não é por isso que deixo de sentir remorsos. E já dizia o outro que "o remorso é uma coisa tão incrível as imagens organizam-se de forma acessível". O telefone toca... O que é que fazes...? Nada... nada.
Eu não posso. Não sou eu.
Eu brinco, jogo, sorrio e lanço gargalhadas estridentes. Para mim não passa de mais uma diversão, mais uma actividade, mais uma forma de atenção.
Sinto que magoo com cada gesto a menos, com cada palavra a menos, com cada sentimento que não possuo, com as coisas que poderia fazer e não faço, com as coisas que poderia dizer e não digo. Faço por bem mas com isto faço pior. Será? Dizes que não tem fim. Eu dou-te o fim, queres?
Não sei se consigo. Sou egoísta demais para dar e egoísta demais para perder.
E agora, puto?
Deixa-me adormecer ao teu lado com sono de bebé...
Beep-beep.
Tenho que ir, desculpa. Amanhã... amanhã... amanhã falamos.
Onde vais?
Casa...
Então adeus.
Adeus, adeus.
Beep-beep.
Mãe, não sei a que horas chego...
terça-feira, abril 29, 2008
Não tenho culpa.
Estou completamente embriagada com palavras e acções.
Estou mais que viciada em livros e apetece-me inspirar solidão como se inspira o fumo do cigarro.
Não tenho culpa.
Simplesmente não me apetece ver nem ouvir.
Estou cansada de gestos exagerados e piadas desmedidas.
E admito que tenho saudades tuas.
E se me perguntares se tive alguém durante a tua ausência... Eu digo que tive.
E se tu me perguntares porque é que falo no passado, eu respondo
"He didn't like my hat"...
E seja qual for a próxima pergunta eu digo-te...
"There's something we must do as soon as possible..."
Qual é?
"Fuck..."
Estou completamente embriagada com palavras e acções.
Estou mais que viciada em livros e apetece-me inspirar solidão como se inspira o fumo do cigarro.
Não tenho culpa.
Simplesmente não me apetece ver nem ouvir.
Estou cansada de gestos exagerados e piadas desmedidas.
E admito que tenho saudades tuas.
E se me perguntares se tive alguém durante a tua ausência... Eu digo que tive.
E se tu me perguntares porque é que falo no passado, eu respondo
"He didn't like my hat"...
E seja qual for a próxima pergunta eu digo-te...
"There's something we must do as soon as possible..."
Qual é?
"Fuck..."
Navalha.
Observa-a à distância. Nunca te aproximes, podes vir a sofrer consequências negativas.
Não te aproximes, porque ela não vai deixar.
Por detrás daquele sorriso, por detrás das respostas superficialmente arrogantes esconde-se um mundo. Nunca chegarás a esse mundo porque te perderás no caminho.
Ela pode encurtar a distância mas nunca o suficiente.
Ela acha piada à atenção. Ela acha piada a respostas inteligentes. Ela simpatiza com personalidades fortes.
Mas nunca é suficiente. Tão depressa encurta a distância como corta o fio que vos parece prender.
Nunca é suficiente. Nunca ultrapassa as barreiras da razão.
Será sempre só mais uma recordação.
Agora se vale a pena ou não. Nunca saberás, porque ela não faz questão de dizer.
Foge. Esconde-te.
Não te aproximes, porque ela não vai deixar.
Por detrás daquele sorriso, por detrás das respostas superficialmente arrogantes esconde-se um mundo. Nunca chegarás a esse mundo porque te perderás no caminho.
Ela pode encurtar a distância mas nunca o suficiente.
Ela acha piada à atenção. Ela acha piada a respostas inteligentes. Ela simpatiza com personalidades fortes.
Mas nunca é suficiente. Tão depressa encurta a distância como corta o fio que vos parece prender.
Nunca é suficiente. Nunca ultrapassa as barreiras da razão.
Será sempre só mais uma recordação.
Agora se vale a pena ou não. Nunca saberás, porque ela não faz questão de dizer.
Foge. Esconde-te.
terça-feira, abril 22, 2008
Débora
Era o seu momento preferido do dia. Apagar a luz, fechar os olhos e abstrair-se da realidade, deixar-se ir pelo mundo dos pensamentos e reflexões que a pouco e pouco a levariam aos abraços de Morfeu. Era quando ela se esquecia dos que a rodeavam no dia-a-dia, aqueles que a faziam mergulhar num profundo aborrecimento das conversas casuais sem qualquer tipo de interesse. Esquecia-se dos problemas financeiros, dos dramas de lava-loiça, disto e daquilo. Flutuava muito acima das estrelas e muito para além dos planetas, voava segundo a velocidade mais rápida do Universo - o pensamento.
Quando fechou os olhos esta noite, não foi diferente.
Quando os abriu, minutos depois, estavam cheios de lágrimas.
Levantou-se, acendeu a luz e olhou-se ao espelho. Viu uma cara triste, com semi-círculos cinzentos por baixo dos olhos e rugas causadas pelos sorrisos convenientes. Era cansaço. Cansaço.
Quando fechou os olhos esta noite, não foi diferente.
Quando os abriu, minutos depois, estavam cheios de lágrimas.
Levantou-se, acendeu a luz e olhou-se ao espelho. Viu uma cara triste, com semi-círculos cinzentos por baixo dos olhos e rugas causadas pelos sorrisos convenientes. Era cansaço. Cansaço.
sábado, abril 19, 2008
sexta-feira, abril 11, 2008
quinta-feira, abril 10, 2008
segunda-feira, abril 07, 2008
Ticket to ride.
Quando nada parece fazer sentido, nem as letras se encaixam para formar uma frase com pés e cabeça.
Apetece-me fazer chá de cidreira.
As gotas de cuva nunca caem da mesma maneira. Também dizem que não há dois flocos de neve iguais...
Quando não há nada, acaba sempre por haver alguma coisa que sobressai. Que não nos deixa ficar sozinhos nesta luta por aquilo em que se acredita.
Parece absurdo... Mas vamos agarrar no voltante e arrancar em contra-mão. Vamos ser alices. Vamos atrás do coelho branco que entra pela janela da casa-de-banho porque é ele que nos vai levar para fora do buraco negro onde somos olhados de lado porque não precisamos de idolatrar para viver.
Ainda que não tenhamos o mesmo bilhete, temos o mesmo destino que ninguém nos garante que iremos alcançar. Destino esse que une muitos e poucos desde sempre.
Apetece-me fazer chá de cidreira.
As gotas de cuva nunca caem da mesma maneira. Também dizem que não há dois flocos de neve iguais...
Quando não há nada, acaba sempre por haver alguma coisa que sobressai. Que não nos deixa ficar sozinhos nesta luta por aquilo em que se acredita.
Parece absurdo... Mas vamos agarrar no voltante e arrancar em contra-mão. Vamos ser alices. Vamos atrás do coelho branco que entra pela janela da casa-de-banho porque é ele que nos vai levar para fora do buraco negro onde somos olhados de lado porque não precisamos de idolatrar para viver.
Ainda que não tenhamos o mesmo bilhete, temos o mesmo destino que ninguém nos garante que iremos alcançar. Destino esse que une muitos e poucos desde sempre.
sexta-feira, abril 04, 2008
"Ciao, bambino, sorry"
Quando me virar de costas vou adorar ouvir as mesmas vozes dizer "ainda bem" e vai-me saber tanto melhor dizer baixinho "ainda bem". É uma sensação única.
É destino. Circunstâncias de coincidência. É óptimo.
"Sei como se deve viver, devemos trabalhar, esforçar-nos..."
E eu vou correr.
Correr daqui para fora e apanhar o arco-íris. E quando chegar ao violeta, prometo mandar mensagem.
Alguém me acompanha?
É destino. Circunstâncias de coincidência. É óptimo.
"Sei como se deve viver, devemos trabalhar, esforçar-nos..."
E eu vou correr.
Correr daqui para fora e apanhar o arco-íris. E quando chegar ao violeta, prometo mandar mensagem.
Alguém me acompanha?
domingo, março 30, 2008
Leaves
Leaves. Folhas. Não é por acaso que se chamam "leaves". Leave. Partir.
É o que acontece às pessoas. A nós.
Durante todo o percurso vamos encontrando folhas. Umas resistem aos Outonos, aos Invernos, Primaveras e Verões, outras caem e voam para outras paragens.
É a essas que agradeço.
Por se terem cruzado comigo por fracções de tempo, por instantes, por períodos mais longos. Por terem partido ou por eu as ter eliminado. Porque seja qual tiver sido essa fracção contribuiu para mim, para eu aprender, para ir crescendo, para ir sentindo. E isso é bom. É óptimo.
Agora que penso... Vivemos num tempo em que o Mundo em que a pessoa vive pode ser condensado ao tamanho de um monitor. Há uns meros 20 anos qualquer pessoa tinha a hipótese de desaparecer de vez: Mudar de casa, de número de telefone e pronto. Não havia messengers, nem e-mails, nem hi5's onde qualquer mulher pode ver fotografias de um homem gordo e horrendo, aquele por quem julgava estar perdidamente apaixonada aos 10 anos, aquele que ela guardava na memória como uma cara desfocada e o cheiro das folhas de cadernos escritas com mensagens de amor infantil.
É esse tipo de folhas...
Não quero que pessoas com quem há muito cortei relações apareçam outra vez. Não. Deixem-me ficar com imagens de faces desfocadas e cheiros a algo que já foi, já passou e nunca mais há de voltar.
Obrigada folhas com quem vivi. É Primavera, vão nascer novas e desaparecerão sem deixar rasto num novo Outono.
Vai ser sempre assim.
Um ciclo.
É o que acontece às pessoas. A nós.
Durante todo o percurso vamos encontrando folhas. Umas resistem aos Outonos, aos Invernos, Primaveras e Verões, outras caem e voam para outras paragens.
É a essas que agradeço.
Por se terem cruzado comigo por fracções de tempo, por instantes, por períodos mais longos. Por terem partido ou por eu as ter eliminado. Porque seja qual tiver sido essa fracção contribuiu para mim, para eu aprender, para ir crescendo, para ir sentindo. E isso é bom. É óptimo.

Agora que penso... Vivemos num tempo em que o Mundo em que a pessoa vive pode ser condensado ao tamanho de um monitor. Há uns meros 20 anos qualquer pessoa tinha a hipótese de desaparecer de vez: Mudar de casa, de número de telefone e pronto. Não havia messengers, nem e-mails, nem hi5's onde qualquer mulher pode ver fotografias de um homem gordo e horrendo, aquele por quem julgava estar perdidamente apaixonada aos 10 anos, aquele que ela guardava na memória como uma cara desfocada e o cheiro das folhas de cadernos escritas com mensagens de amor infantil.
É esse tipo de folhas...
Não quero que pessoas com quem há muito cortei relações apareçam outra vez. Não. Deixem-me ficar com imagens de faces desfocadas e cheiros a algo que já foi, já passou e nunca mais há de voltar.
Obrigada folhas com quem vivi. É Primavera, vão nascer novas e desaparecerão sem deixar rasto num novo Outono.
Vai ser sempre assim.
Um ciclo.
sexta-feira, março 28, 2008
X
Água gelada que trespassa os ossos, parece mil navalhas a furar lentamente a pele.
O calor das brasas presas por um grande circulo de corda.
Medo de imaginar.
Medo de sentir.
Medo de ter medo de viver.
Fecha os olhos, sente toda a vida a passar rápidamente à tua frente com a ternura de um abraço quase paternal.
Vontade de agarrar um corda e subir por ela para um destino desconhecido.
Partir e queimar o antes. Ignorar tudo o que se passa à volta porque não é necessário. Amar. Amar-te, arte. Querer-te. Querer ter-te, arte. Acreditar, sonhar, ver que há quem acredite.
Manda à merda tudo o que te rodeia e em que deixaste de acreditar.
Primo o gatilho devagarinho.
Fuck this. Die.
Eu não. Eles.
O calor das brasas presas por um grande circulo de corda.
Medo de imaginar.
Medo de sentir.
Medo de ter medo de viver.
Fecha os olhos, sente toda a vida a passar rápidamente à tua frente com a ternura de um abraço quase paternal.
Vontade de agarrar um corda e subir por ela para um destino desconhecido.
Partir e queimar o antes. Ignorar tudo o que se passa à volta porque não é necessário. Amar. Amar-te, arte. Querer-te. Querer ter-te, arte. Acreditar, sonhar, ver que há quem acredite.
Manda à merda tudo o que te rodeia e em que deixaste de acreditar.
Primo o gatilho devagarinho.
Fuck this. Die.
Eu não. Eles.
...Tem muitos filhos o pai D
Quando entrei tinha um professor.
Agora tenho um "pai" e um amigo.
E esse pai... Tem muitos filhos. É uma honra ser um deles.
Agora tenho um "pai" e um amigo.
E esse pai... Tem muitos filhos. É uma honra ser um deles.
quinta-feira, março 27, 2008
quinta-feira, março 20, 2008
terça-feira, março 18, 2008
Acende aí.
Sapatos brancos de seda por cima de um monte de esterco.
Detesto comentários intelectuais sobre coisas simples que nem mereciam ser comentadas como detesto todos os outros comentários absolutamente desnecessários em alturas que eram boas para se estar calado.
Detesto cor-de-rosa e detesto a Sophia de Mello Breyner.
Detesto que digam vocês em vez de tu. Detesto contigo em vez de eu.
Detesto a juventude e a velhice.Detesto a meia-idade.
Detesto todo o tipo de demonstração de sentimentos.
Detesto chuva, optimismo não fundamentado e falta de lógia.
Detesto ideias e ideiais pré-formados, detesto venerações e idealizações.
Detesto falta de empenho, detesto falta de vontade, detesto o "pseudo".
Detesto e qualquer dia rebento.
Arroz.
Arroz que tenho mais que fazer.
Detesto comentários intelectuais sobre coisas simples que nem mereciam ser comentadas como detesto todos os outros comentários absolutamente desnecessários em alturas que eram boas para se estar calado.
Detesto cor-de-rosa e detesto a Sophia de Mello Breyner.
Detesto que digam vocês em vez de tu. Detesto contigo em vez de eu.
Detesto a juventude e a velhice.Detesto a meia-idade.
Detesto todo o tipo de demonstração de sentimentos.
Detesto chuva, optimismo não fundamentado e falta de lógia.
Detesto ideias e ideiais pré-formados, detesto venerações e idealizações.
Detesto falta de empenho, detesto falta de vontade, detesto o "pseudo".
Detesto e qualquer dia rebento.
Arroz.
Arroz que tenho mais que fazer.
segunda-feira, março 17, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
...of being.
"Tomas, I know I'm supposed to help you, but I can't.
Instead of being your support, I'm your weight.
Life is very heavy to me, and it is so light to you.
I can't bear this lightness, this freedom.
I'm not strong enough.
In Prague, I only needed you for love.
In Switzerland, I was dependent on you for everything.
What would happen if you abandoned me?
I'm weak. I'm going back to the country of the weak.
Good-bye.
I'm sorry, but I've taken Karenin"
Nem sei se o livro, se o filme... Porque é leve. Tão leve que é... insustentável.
quarta-feira, março 05, 2008
Bye-bye...
segunda-feira, março 03, 2008
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