sábado, abril 02, 2011
Perna de Pau
As pessoas não escrevem por estarem felizes. Só a tristeza profunda dá vontade de esquecer o que o cérebro diz e falar exclusivamente por escrito. Emoções. Deve ser essa a palavra, não sei. Há um ano atrás eu dava tudo para perceber o que é isso das emoções e lágrimas. Agora dava tudo para não saber o que é isso. Para não ouvir os pensamentos. Para não ter imagens quando fecho os olhos. Para não saber que a água que sai dos olhos se chama lágrimas. A galinha da vizinha é sempre melhor, não é? Mas o que é que se faz quando se perde o rumo? O que é que se faz quando já não se tem sonhos, apenas pesadelos? O que é que se faz quando dormir é doloroso e estar acordado dá vontade de dormir e não acordar? Mas temos obrigações. Para com o trabalho, para connosco, para com os outros... O que é que se faz? Como é que se mata a dor? O trifene não parece ajudar nem o benuron. O que é que se faz? Afinal, o que é melhor? Sentir ou não sentir nada? Cada palavra deste texto é ridícula. Apetecia-me apagá-lo e não publicar, mas também que importa? Ninguém vem aqui. Já ninguém lê. Já ninguém quer saber, eu já não quero saber. A época dos blogs, dos escritos... Já era. Já foi. Porque é que as coisas são assim? Porque é que não podemos ser todos, apenas felizes? Porque é que vem uma luz incandescente e irritante que te ilumina e diz "NÃO!" (chama-se realidade)? Porquê? Eu não entendo. Hoje estive a ver crianças a brincar no parque. Também eu já fui criança e já brinquei neste memso parque. E caí do baloiço de cabeça e doeu-me mas não fui ao hospital nem deitei sangue. Passou-me a dor com um gelado Perna de Pau. Porque é que eu agora não posso comprar um gelado e esquecer isto? Esquecer que dói? Porquê?
terça-feira, novembro 16, 2010
Hallelujah
Acredito no amor. Mesmo quando não sabia exactamente o que era, quando não passava de palavras bonitas em livros e imagens em filmes, sempre acreditei no amor. Mesmo quando não acreditava que ele existia, sempre acreditei no amor. E vou sempre acreditar.
Porque a pele levanta-se em pontinhas pequeninas. Arrepios.
Porque o estômago parece enrolar-se como o meu cão quando tem medo.
Porque as lágrimas escorrem mesmo sem eu estar triste. Muito pelo contrário. Quando quero parar o tempo para sempre naquele instante único nos teus braços.
Sim, sou eu a falar. Eu que fui céptica. Que achava o amor uma belíssima discussão, com um copo de vinho tinto e cigarros. Que me achei única no mundo por ser inatingível pelas setas do cupido. Eu que dizia "Serei solteira para sempre e viverei nas águas furtadas com um par de amantes italianos ou franceses, artistas".
Sim, sou eu. Eu acredito no amor. Porque ele existe. Ele acontece. Ele é real. Não é bonito. Não é perfeito. Tem o antes e o depois dos frames idílicos do cinema. É um medo constante de me deixar dominar, de me perder, de te perder. E leva-me a chorar por vezes. E ficar chateada. E dói, por vezes. Quando é confrontado com a realidade simples e banal do quotidiano.
Mas o amor é uma coisa natural. Como o ar, como a água. O amor faz-me não ter frio à noite. Faz sorrir com uma palavra, com uma mensagem no ecrã do telemóvel. Faz querer deixar de fumar. Faz querer ser magra e bonita. Dá prazer de cozinhar. Dá os doces tremores da expectativa. Abrir-te a porta, ir ter contigo, dar-te um beijo, por a cabeça no teu ombro, segurar a tua mão, olhar para ti e constatar que és a pessoa mais bonita do mundo. Eu acredito no amor. Porque acredito na vida. Porque acredito que quando chove, é porque as flores têm sede. Eu acredito no amor, porque quando abri a janela hoje estava tanto sol e depois olhei para ti e tu estavas a olhar para mim e eu não queria mais nada para ser feliz. Apenas naquele instante, mas feliz.
Porque a pele levanta-se em pontinhas pequeninas. Arrepios.
Porque o estômago parece enrolar-se como o meu cão quando tem medo.
Porque as lágrimas escorrem mesmo sem eu estar triste. Muito pelo contrário. Quando quero parar o tempo para sempre naquele instante único nos teus braços.
Sim, sou eu a falar. Eu que fui céptica. Que achava o amor uma belíssima discussão, com um copo de vinho tinto e cigarros. Que me achei única no mundo por ser inatingível pelas setas do cupido. Eu que dizia "Serei solteira para sempre e viverei nas águas furtadas com um par de amantes italianos ou franceses, artistas".
Sim, sou eu. Eu acredito no amor. Porque ele existe. Ele acontece. Ele é real. Não é bonito. Não é perfeito. Tem o antes e o depois dos frames idílicos do cinema. É um medo constante de me deixar dominar, de me perder, de te perder. E leva-me a chorar por vezes. E ficar chateada. E dói, por vezes. Quando é confrontado com a realidade simples e banal do quotidiano.
Mas o amor é uma coisa natural. Como o ar, como a água. O amor faz-me não ter frio à noite. Faz sorrir com uma palavra, com uma mensagem no ecrã do telemóvel. Faz querer deixar de fumar. Faz querer ser magra e bonita. Dá prazer de cozinhar. Dá os doces tremores da expectativa. Abrir-te a porta, ir ter contigo, dar-te um beijo, por a cabeça no teu ombro, segurar a tua mão, olhar para ti e constatar que és a pessoa mais bonita do mundo. Eu acredito no amor. Porque acredito na vida. Porque acredito que quando chove, é porque as flores têm sede. Eu acredito no amor, porque quando abri a janela hoje estava tanto sol e depois olhei para ti e tu estavas a olhar para mim e eu não queria mais nada para ser feliz. Apenas naquele instante, mas feliz.
segunda-feira, novembro 08, 2010
terça-feira, novembro 02, 2010
quarta-feira, outubro 20, 2010
riders on the storm
Querer viver intensamente casa instante. Às vezes é aí que está o problema. Não saber respirar e aproveitar uma hora em silêncio, calada, na quieta solidão.
Desprezar a banalidade e o comum. O comum é aborrecido, por isso vamos sempre buscar adrenalina. Seja qual for a sensação, que seja real.
Daí o choro, daí o que os tolos chamam de insanidade. Tolos? Razoáveis?
Ver precipícios em terra plana. Confundir a realidade e a imaginação, opondo-os e brincando com eles qual peças de lego.
Pobre actor que em pleno palco se contorce e pavoneia para nunca mais se ouvir. É uma história contada por um parvo, toda ela som e fúria mas que nada significa.
Retirei-o do meu peito assim que soube que não era de pedra, embrulhei-o e pus-lhe um laço, para se manter sempre quente e bonito, entreguei-to. Não sabia que eras fã de malabarismo. Vais-lhe dando voltas, atiras ao ar, apanhas, abraças e atiras outra vez.
Nunca sei o que esperar. Fico aos pulos à beirinha, a ver se caio ou se há onde me agarrar. Nunca sei. Por vezes sopra um vento quente que me acompanha e aconchega, permitindo que adormeça enroscada a um canto, com o sono mais tranquilo do mungo. Por vezes balanceio-me numa só perna sem saber se o próximo passo é a queda.
Girl, you gotta love your man.
Girl, you gotta love your man.
Desprezar a banalidade e o comum. O comum é aborrecido, por isso vamos sempre buscar adrenalina. Seja qual for a sensação, que seja real.
Daí o choro, daí o que os tolos chamam de insanidade. Tolos? Razoáveis?
Ver precipícios em terra plana. Confundir a realidade e a imaginação, opondo-os e brincando com eles qual peças de lego.
Pobre actor que em pleno palco se contorce e pavoneia para nunca mais se ouvir. É uma história contada por um parvo, toda ela som e fúria mas que nada significa.
Retirei-o do meu peito assim que soube que não era de pedra, embrulhei-o e pus-lhe um laço, para se manter sempre quente e bonito, entreguei-to. Não sabia que eras fã de malabarismo. Vais-lhe dando voltas, atiras ao ar, apanhas, abraças e atiras outra vez.
Nunca sei o que esperar. Fico aos pulos à beirinha, a ver se caio ou se há onde me agarrar. Nunca sei. Por vezes sopra um vento quente que me acompanha e aconchega, permitindo que adormeça enroscada a um canto, com o sono mais tranquilo do mungo. Por vezes balanceio-me numa só perna sem saber se o próximo passo é a queda.
Girl, you gotta love your man.
Girl, you gotta love your man.
segunda-feira, outubro 04, 2010
lethal weapon
Chá verde de manhã. Cereais com leite, para não fumar em jejum.
O cigarro.
Outro cigarro.
Que vício degradante. Um dia deixo de fumar. Deixo mesmo.
Dor no peito. Dor forte. Como um punhal a ser espetado devagarinho.
As lágrimas não saem.
É duro perceber que os pequenos erros de infância, que já doeram na altura, se voltam contra nós numa idade mais adulta. Digo mais. É injusto. Já pagámos por eles na altura. Já choramos na altura. Para quê alguém voltar para nos relembrar disso e assim tirar-nos da ilusão e do sonho onde estávamos tão confortavelmente instalados?
Morrer, dormir, mais nada. E num sono dizer que cessou o torno no peito e os mil choques naturais... Dormir, porventura sonhar...!
Não. Dormir. Dormir ali onde me habituei a adormecer com sono de bebé, protgeida por um ombro forte.
Ignorar a razão. Desprezar a lógica e a inteligência.
Fechar os olhos, cerrar os punhos e saltar cá para baixo sem saber qual é o fundo onde vou bater.
Implorar por um perdão sem razão? Não... provar que existe no sonho um presente antepassado de um futuro próximo banhado em raios de sol.
Have perhaps more actual troubles, but less imaginary ones.
Acredita em mim! Se me deres a tua mão e partilho contigo a receita para uma vida bela e sorridente, porque eu a conheço. Fui eu que a inventei. Eu conheço o truque para ser feliz, ainda que por breves instantes. Acredita. Não te deixes prender pelos teus pensamentos duros e sombrios. Acredita em mim.
As lágrimas continuam sem cair.
O chá continua demasiado quente.
E nó não sai da garganta.
P.S: Mas voltei a escrever. Não me parece um bom sinal.
O cigarro.
Outro cigarro.
Que vício degradante. Um dia deixo de fumar. Deixo mesmo.
Dor no peito. Dor forte. Como um punhal a ser espetado devagarinho.
As lágrimas não saem.
É duro perceber que os pequenos erros de infância, que já doeram na altura, se voltam contra nós numa idade mais adulta. Digo mais. É injusto. Já pagámos por eles na altura. Já choramos na altura. Para quê alguém voltar para nos relembrar disso e assim tirar-nos da ilusão e do sonho onde estávamos tão confortavelmente instalados?
Morrer, dormir, mais nada. E num sono dizer que cessou o torno no peito e os mil choques naturais... Dormir, porventura sonhar...!
Não. Dormir. Dormir ali onde me habituei a adormecer com sono de bebé, protgeida por um ombro forte.
Ignorar a razão. Desprezar a lógica e a inteligência.
Fechar os olhos, cerrar os punhos e saltar cá para baixo sem saber qual é o fundo onde vou bater.
Implorar por um perdão sem razão? Não... provar que existe no sonho um presente antepassado de um futuro próximo banhado em raios de sol.
Have perhaps more actual troubles, but less imaginary ones.
Acredita em mim! Se me deres a tua mão e partilho contigo a receita para uma vida bela e sorridente, porque eu a conheço. Fui eu que a inventei. Eu conheço o truque para ser feliz, ainda que por breves instantes. Acredita. Não te deixes prender pelos teus pensamentos duros e sombrios. Acredita em mim.
As lágrimas continuam sem cair.
O chá continua demasiado quente.
E nó não sai da garganta.
P.S: Mas voltei a escrever. Não me parece um bom sinal.
sexta-feira, setembro 17, 2010
Good night and... good luck
I know as my life grows older
And mine eyes have clearer sight --
That under each rank wrong, somewhere
There lies the root of Right;
That each sorrow has its purpose,
By the sorrowing oft unguessed,
But as sure as the sun brings morning,
Whatever is - is best.
And mine eyes have clearer sight --
That under each rank wrong, somewhere
There lies the root of Right;
That each sorrow has its purpose,
By the sorrowing oft unguessed,
But as sure as the sun brings morning,
Whatever is - is best.
Ella Wheeler Wilcox
Como já disse antes, escrever aqui tornou-se demasiado presunçoso e inútil.
A minha vida transborda de emoções o que faz com que a minha escrita seja uma merda.
sábado, setembro 11, 2010
quinta-feira, agosto 26, 2010
Tears to heaven
Passaram dez anos desde que te vi pela última vez e ainda assim, lembro-me como se fosse hoje do sabor daquelas coisas de carne que nem sei o nome.
Soube-me bem ter falado contigo hoje.
Ainda que não me tivesses respondido por palavras.
Ainda que não sejas, neste momento, mais que uma pedra com o teu nome gravado e o que ainda resta das minhas memórias.
Soube-me bem ter falado contigo hoje.
Ainda que não me tivesses respondido por palavras.
Ainda que não sejas, neste momento, mais que uma pedra com o teu nome gravado e o que ainda resta das minhas memórias.
quinta-feira, agosto 19, 2010
sábado, agosto 14, 2010
(Mal de mim) prendeu-me o coração.
Este blog é ridículo pelo seu exagero.
Pela dimensão de coisas irreais que aqui são descritas.
Pelas tentativas sem sucesso de filosofar sobre sentimentos desconhecidos.
Não me apetece escrever.
Ando a viver coisas bonitas que, desta vez, são reais e não as quero descrever.
Quero guardá-las para mim. E para ti.
Pela dimensão de coisas irreais que aqui são descritas.
Pelas tentativas sem sucesso de filosofar sobre sentimentos desconhecidos.
Não me apetece escrever.
Ando a viver coisas bonitas que, desta vez, são reais e não as quero descrever.
Quero guardá-las para mim. E para ti.
quarta-feira, agosto 11, 2010
quarta-feira, agosto 04, 2010
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso...
Não quero pensar mais. Não quero ter certezas. Não quero nada como garantido. Não quero saber.
Quero sorrir quando te vejo e ficar triste quando vais.
Quero sonhar com dormir contigo.
Quero perder-me nos teus olhos e não acordar.
Quero escrever sobre o teu sorriso, o teu franzir de sobrancelha, as tuas mãos, os teus pés, os teus braços à minha volta, a tua maneira de cozinhar, os teus mil e um sotaques de inglês, as tuas piadas, o teu cabelo, as tuas birras.
Não quero pensar.
Quero continuar. Enquanto houver estrada para andar.
Quero sorrir quando te vejo e ficar triste quando vais.
Quero sonhar com dormir contigo.
Quero perder-me nos teus olhos e não acordar.
Quero escrever sobre o teu sorriso, o teu franzir de sobrancelha, as tuas mãos, os teus pés, os teus braços à minha volta, a tua maneira de cozinhar, os teus mil e um sotaques de inglês, as tuas piadas, o teu cabelo, as tuas birras.
Não quero pensar.
Quero continuar. Enquanto houver estrada para andar.
segunda-feira, agosto 02, 2010
More than just a game for two
Tenho um aperto no estômago. Tenho mesmo, sabes?
E tenho medo. Tenho mesmo... Sabes?
Eu sei que tu sabes, já sentiste isto, eu sei que sim. Não por mim, não comigo, claro que não.
Mas eu sim. E contigo. Sabes, é tão estranho...
Tenho quase receio de me ir deitar, porque já me habituei ao teu abraço... Quase que já nem sei adormecer sem um beijo na testa e acordar sem te ver...
É ridiculo, sabes. Eu sei que é. Ridículo.
Mas, sabes, eu sempre desejei alcançar este ridiculo...
Da mesma forma como é ridículo sentir saudades tuas quando se passaram apenas umas horas... E é ridículo desejar que o tempo passe apenas para te ver.
Eu não sou assim. Nunca fui. Sou fria e céptica.
Mas tenho um aperto no estômago... Tenho mesmo, sabes?
E isso eu não sei explicar.
Nem quero explicar.
Nem devo explicar.
Agora, sussurra-me ao ouvido todas aquelas coisas, agarra a minha mão e diz-me que não estou a sonhar, porque se estiver, não quero acordar.
E tenho medo. Tenho mesmo... Sabes?
Eu sei que tu sabes, já sentiste isto, eu sei que sim. Não por mim, não comigo, claro que não.
Mas eu sim. E contigo. Sabes, é tão estranho...
Tenho quase receio de me ir deitar, porque já me habituei ao teu abraço... Quase que já nem sei adormecer sem um beijo na testa e acordar sem te ver...
É ridiculo, sabes. Eu sei que é. Ridículo.
Mas, sabes, eu sempre desejei alcançar este ridiculo...
Da mesma forma como é ridículo sentir saudades tuas quando se passaram apenas umas horas... E é ridículo desejar que o tempo passe apenas para te ver.
Eu não sou assim. Nunca fui. Sou fria e céptica.
Mas tenho um aperto no estômago... Tenho mesmo, sabes?
E isso eu não sei explicar.
Nem quero explicar.
Nem devo explicar.
Agora, sussurra-me ao ouvido todas aquelas coisas, agarra a minha mão e diz-me que não estou a sonhar, porque se estiver, não quero acordar.
quinta-feira, julho 22, 2010
even more than anyone...
The heart is the sleeping beauty
and love the only kiss it can't resist.
Even as eyes lay open wide,
there is a heart that sleeps inside,
and it's to there you must be hastening,
for all hearts dream,
they dream only of awakening.
Nicholas Klein
and love the only kiss it can't resist.
Even as eyes lay open wide,
there is a heart that sleeps inside,
and it's to there you must be hastening,
for all hearts dream,
they dream only of awakening.
Nicholas Klein
terça-feira, julho 20, 2010
very very extraordinary
Não consigo dormir devido à elevada quantidade de cafés que tomei para aguentar o dia de hoje.
A almofada tem o teu cheiro.
Os lençóis também.
A almofada tem o teu cheiro.
Os lençóis também.
segunda-feira, julho 19, 2010
the only one I see
Pardon the way that I stare
There's nothing else to compare
É confuso devido à falta de realidade e compreensão, amparado apenas pelo desejo de seguir em frente e curiosidade de provar o doce veneno que, certamente, me vai destruir as entranhas.
The sight of you leaves me weak
There are no words left to speak
Pela primeira vez, uma ausência total de medo. Um caminho pela frente que está encerrado e, mesmo assim, salta a cerca, sabendo que nada de bom pode sair dali. Pela primeira vez, não tem medo do desconhecido.
But if you feel like I feel
Please let me know that it's real
À luz da aurora, quando os olhos ganham um brilho diferente e as mãos estão quentes, dá para ver o abismo. Atira-se assim, sabendo que a dor da queda pode ser forte mas não superará o prazer do momento. O desejo de experimentar aquele doce mel. O sabor nunca antes provado.
You're just too good to be true
Can't take my eyes off of you
"Deixa andar... deixa ver o sai. Pode não ser nada, mas não quero desprediçar a oportunidade de poder ser tudo." pensa.
Trust in me when I say it's OK.
There's nothing else to compare
É confuso devido à falta de realidade e compreensão, amparado apenas pelo desejo de seguir em frente e curiosidade de provar o doce veneno que, certamente, me vai destruir as entranhas.
The sight of you leaves me weak
There are no words left to speak
Pela primeira vez, uma ausência total de medo. Um caminho pela frente que está encerrado e, mesmo assim, salta a cerca, sabendo que nada de bom pode sair dali. Pela primeira vez, não tem medo do desconhecido.
But if you feel like I feel
Please let me know that it's real
À luz da aurora, quando os olhos ganham um brilho diferente e as mãos estão quentes, dá para ver o abismo. Atira-se assim, sabendo que a dor da queda pode ser forte mas não superará o prazer do momento. O desejo de experimentar aquele doce mel. O sabor nunca antes provado.
You're just too good to be true
Can't take my eyes off of you
"Deixa andar... deixa ver o sai. Pode não ser nada, mas não quero desprediçar a oportunidade de poder ser tudo." pensa.
Trust in me when I say it's OK.
domingo, julho 18, 2010
the way you look at me.
Está uma noite quente de Julho, tenho as janelas todas abertas.
Tenho o copo de vinho do meu lado direito, como antigamente. Mas a sensação é diferente. Ouço jazz de um lado e puntz-puntz do outro. Ouço conversas de Sábado à noite lá em baixo.
É Sábado no Bairro Alto e eu estou dentro de casa de fato de treino e senti, subitamente, saudades de escrever.
Os dois juntos.
Filósofos, psicólogos, religiosos, procuram a paz e escrevem sobre a sua busca. Eu encontrei-a tão perto. Uma paz simples, uma paz garantida. Uma liberdade encantadora.
Cara de anjo mau
Estou feliz. Sou feliz.
O sol entra pela minha janela todas as manhãs, assim como o cheiro dos croissants acabados de fazer.
Os velhotes barrigudos metem-se comigo todos os dias, assim como a senhora obesa está sempre sentada ao fundo da rua.
És bonita. (Como pode uma frase significar tanto e tão pouco?)
Bebo o meu café e vejo o rio.
Chego a casa e fumo o cigarro, partilhando o meu fim de noite com o início da noite lá em baixo.
Não há nada melhor do que isto. Não pode haver nada melhor.
Um beijo é sempre um beijo. Nunca só um beijo.
Excepto, talvez, uma coisa. Os teus olhos quando param a olhar nos meus e eu sinto aquelas borboletas no meu estômago, como descrevem os livros.
Tenho o copo de vinho do meu lado direito, como antigamente. Mas a sensação é diferente. Ouço jazz de um lado e puntz-puntz do outro. Ouço conversas de Sábado à noite lá em baixo.
É Sábado no Bairro Alto e eu estou dentro de casa de fato de treino e senti, subitamente, saudades de escrever.
Os dois juntos.
Filósofos, psicólogos, religiosos, procuram a paz e escrevem sobre a sua busca. Eu encontrei-a tão perto. Uma paz simples, uma paz garantida. Uma liberdade encantadora.
Cara de anjo mau
Estou feliz. Sou feliz.
O sol entra pela minha janela todas as manhãs, assim como o cheiro dos croissants acabados de fazer.
Os velhotes barrigudos metem-se comigo todos os dias, assim como a senhora obesa está sempre sentada ao fundo da rua.
És bonita. (Como pode uma frase significar tanto e tão pouco?)
Bebo o meu café e vejo o rio.
Chego a casa e fumo o cigarro, partilhando o meu fim de noite com o início da noite lá em baixo.
Não há nada melhor do que isto. Não pode haver nada melhor.
Um beijo é sempre um beijo. Nunca só um beijo.
Excepto, talvez, uma coisa. Os teus olhos quando param a olhar nos meus e eu sinto aquelas borboletas no meu estômago, como descrevem os livros.
sábado, julho 10, 2010
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