terça-feira, julho 29, 2008

Estes últimos dias...

No meu mundo só entra quem faz parte dele.

sexta-feira, julho 25, 2008

La vie en rose (sorri)

(Baixinho, para não acordar ninguém, mete música : "La vie en rose- versão Dalida")
(Acende um cigarro dos fininhos)
(Prende o cabelo no topo da cabeça e olha-se ao espelho)

-Não me pareço minimamente com a Audrey (sorri)

(Fecha a porta, apaga as luzes do quarto, abre a janela e acende a luz da varanda)
(Um golinho de chá verde)

-Des mots de tous les jours... (sorri)

(Dança sozinha com a cortinha)
(Tropeça num All Star. Sorri)

-
Je vois la vie en rose... (Sorri)

- (Lê num pacotinho de açucar da Nicola) Um dia saio à rua e grito que sou feliz. (Sorri)

- (Vai à varanda e diz baixinho) Sou feliz.

(Entra, apaga o cigarro e acaba o chá)

-Sou ridícula. Sou feliz.

(Lê este texto e confirma a última frase. É ridícula. Mas feliz...)

sábado, julho 19, 2008

Let's just play...

quarta-feira, junho 18, 2008

quinta-feira, junho 12, 2008

Epigrafo

Por mais que a embrulhes e tentes transofrmar num doce, a merda nunca vai deixar de ser merda.




P.S. Quero ir-me embora. Estou a apodrecer.

segunda-feira, junho 02, 2008

Tcharannnn!

Desculpem aos presentes leitores....




Mas...





Eu não consigo parar de rir.....









Até logo!

quinta-feira, maio 22, 2008

Pode ir para a esquerda
Pode ir para a direita
Ela é rainha, joga em todas as direcções.

segunda-feira, maio 12, 2008

Forgive me Father, for I have sinned...

domingo, maio 11, 2008

segunda-feira, maio 05, 2008

Little drop of poison

Tem sido sempre assim.
Tu berras e choras, bates com a porta, finges que não ouves.
Podes falar à tua vontade, dizer que toda a gente é merda e tu também.
Sente-te actriz num grande palco tão iluminado como a minha casa de banho.
E vai ser sempre assim.
Parte uns pratos, dá uns murros. Faz isso se te faz sentir melhor.
Diz que a vida para ti tem tanto significado que podes cruzar os bracinhos e as perninhas e aceitar a morte como oferta.
Sorri para nós qual mona lisa da esquina.
Cala-te mulher.
Guarda para ti aquilo que podias contar ao vizinho do lado.
Cala-te. A tua voz irrita, porra. Parece um dedo de miúdo a brincar com o vidro do carro.
Sai. Vai-te embora.
Faz uma viagem de barco.

Sentes-te melhor, minha filha da puta?

Do you dance, mr.Darcy?

Com a subtileza dos sorrisos educados olhamos pelo canto do olho à espera de ver, de captar alguma coisa.
Um copo de vinho tinto em cima da mesa, um quadro de Turner e outro do Degas nas paredes.
Vestidos de gala, figuras dignas da passarelles de Milão e Paris.
Simplicidade de uma gargalhada.
Elegância de uma frase bem-construída.
No entanto ele não participa, não quer conhecer, não quer saber. Fica queito a observar com um olhar superior.
Quem és tu, porra?

sábado, maio 03, 2008

"Come chocolates, pequena..."

Deixei de pensar, calcular e interrogar-me.
Deitei fora a balança dos sentidos.
Esqueci-me da importância das coisas, da lógica, dos cálculos e do racionalismo.
Agora, acordo e sorrio.
Dedico mais um minuto às coisas menos importantes.
Perco tempo como quem ganha.
Dou beijinhos à minha mãe porque ela merece.
Ouço Shubert antes de adormecer porque deixei de expulsar o meu pai do computador.
Dou largas à minha imaginação quando posso soltar a minha língua afiada no endereço de alguém que assim merece.
E tudo isto dura instantes.
Instantes...
Fora esses, continuo a ser igual. Igualzinha.
Continuo a fugir com a mesma habilidade que apareço, continuo a tremer com cada olhar dele, continuo a ser arrogante, convencida e antipática.
Mas aqui tão perto, está uma razão para sorrir.

E assim vou comendo chocolates com mesma verdade com que sempre comi.

sexta-feira, maio 02, 2008

Roxanne

Parte o copo de champanhe, deita fora as perucas e as máscaras.
Guarda por enquanto os sapatos brilhantes e calça os teus All Star, limpa o rímel e o risco, tira os quilos de base e o batom vermelho.
Esquece os telefonemas e as mensagens.
Caga nas mentiras e nos boatos.
Veste as calças de ganga rasgadas e a t-shirt dos Pink Floyd. Lava a cara e esquece...
Esquece...
Esquece...
Mete a mochila às costas e vai em viagem.
Não vás de avião nem naquele cruzeiro fabuloso que vês todos os dias da janela do quarto dele.
Vai de comboio.
Tem mais paragens.
Se calhar numa delas...
Se calhar...

quinta-feira, maio 01, 2008

Nada, miúdo, nada.

Lágrimas. Sinto-as a escorrer pela cara, enquanto leio as linhas. As entrelinhas percebo-as melhor que ninguém.
Não tenho culpa, sabes que não. Mas não é por isso que deixo de sentir remorsos. E já dizia o outro que "o remorso é uma coisa tão incrível as imagens organizam-se de forma acessível". O telefone toca... O que é que fazes...? Nada... nada.
Eu não posso. Não sou eu.
Eu brinco, jogo, sorrio e lanço gargalhadas estridentes. Para mim não passa de mais uma diversão, mais uma actividade, mais uma forma de atenção.
Sinto que magoo com cada gesto a menos, com cada palavra a menos, com cada sentimento que não possuo, com as coisas que poderia fazer e não faço, com as coisas que poderia dizer e não digo. Faço por bem mas com isto faço pior. Será? Dizes que não tem fim. Eu dou-te o fim, queres?
Não sei se consigo. Sou egoísta demais para dar e egoísta demais para perder.
E agora, puto?
Deixa-me adormecer ao teu lado com sono de bebé...

Beep-beep.
Tenho que ir, desculpa. Amanhã... amanhã... amanhã falamos.
Onde vais?
Casa...
Então adeus.
Adeus, adeus.

Beep-beep.
Mãe, não sei a que horas chego...

terça-feira, abril 29, 2008

Não tenho culpa.
Estou completamente embriagada com palavras e acções.
Estou mais que viciada em livros e apetece-me inspirar solidão como se inspira o fumo do cigarro.
Não tenho culpa.
Simplesmente não me apetece ver nem ouvir.
Estou cansada de gestos exagerados e piadas desmedidas.
E admito que tenho saudades tuas.
E se me perguntares se tive alguém durante a tua ausência... Eu digo que tive.
E se tu me perguntares porque é que falo no passado, eu respondo
"He didn't like my hat"...
E seja qual for a próxima pergunta eu digo-te...
"There's something we must do as soon as possible..."
Qual é?
"Fuck..."

Navalha.

Observa-a à distância. Nunca te aproximes, podes vir a sofrer consequências negativas.
Não te aproximes, porque ela não vai deixar.
Por detrás daquele sorriso, por detrás das respostas superficialmente arrogantes esconde-se um mundo. Nunca chegarás a esse mundo porque te perderás no caminho.
Ela pode encurtar a distância mas nunca o suficiente.
Ela acha piada à atenção. Ela acha piada a respostas inteligentes. Ela simpatiza com personalidades fortes.
Mas nunca é suficiente. Tão depressa encurta a distância como corta o fio que vos parece prender.
Nunca é suficiente. Nunca ultrapassa as barreiras da razão.
Será sempre só mais uma recordação.
Agora se vale a pena ou não. Nunca saberás, porque ela não faz questão de dizer.
Foge. Esconde-te.

terça-feira, abril 22, 2008

Débora

Era o seu momento preferido do dia. Apagar a luz, fechar os olhos e abstrair-se da realidade, deixar-se ir pelo mundo dos pensamentos e reflexões que a pouco e pouco a levariam aos abraços de Morfeu. Era quando ela se esquecia dos que a rodeavam no dia-a-dia, aqueles que a faziam mergulhar num profundo aborrecimento das conversas casuais sem qualquer tipo de interesse. Esquecia-se dos problemas financeiros, dos dramas de lava-loiça, disto e daquilo. Flutuava muito acima das estrelas e muito para além dos planetas, voava segundo a velocidade mais rápida do Universo - o pensamento.
Quando fechou os olhos esta noite, não foi diferente.
Quando os abriu, minutos depois, estavam cheios de lágrimas.
Levantou-se, acendeu a luz e olhou-se ao espelho. Viu uma cara triste, com semi-círculos cinzentos por baixo dos olhos e rugas causadas pelos sorrisos convenientes. Era cansaço. Cansaço.

sábado, abril 19, 2008

Quando já não há nada a fazer...

Fechar os olhos e aproveitar a efemeridade.

sexta-feira, abril 11, 2008

quinta-feira, abril 10, 2008