Tens razão. Fica mais um registo no arquivo só por um post feito desde há 3 dias.
É giro.
Engraçado. (No fundo não vale nem sequer a pena escrever sobre isto).
Há uns anos atrás estes blogs todos tinham tanto mais interesse. Por um lado, podia-se dizer que eram "casas" (Sim, também me inspirei em ti para dizer isto).
Eu estou horrivelmente farta disto. Não de escrever. Isso não. Mas desta casa.
E como tenho idade para isso, quero sair do ninho. Começar algo novo. Who cares? Alguma coisa deste género...
Se bem que já o fiz... De quando são as minhas últimas notas? Do ano passado são, isso sim... mas meses, meses atrás...
Mas também... Nunca me soube despedir. As despedidas nunca funcionam, that i know for sure. Ora choramos imenso e temos pena quando afinal não era despedida, ora pura e simplesmente esquecemo-nos de o fazer e depois foi tarde demais... Ora.... aaaah who cares...
Beijinhos.
Mudei de casa.
Já agora...
BOM ANO!
terça-feira, janeiro 03, 2012
quarta-feira, julho 27, 2011
(sweet) dreams are made of this
"Levanta-te e continua a correr. Corre". Sem forças, sem ar, com os pés esfolados, corro, continuo a correr, corro mais e mais e mais (nunca gostei de correr)... Tu. Estou quase a chegar, estendo-te a mão, tento abraçar-te... E afastas-te. Quanto mais me aproximo, mais te afastas. Corro mais, não aguento mais, corro mais... Tu ris-te. Ris-te, afastas-te a rir. E eu continuo a correr... até cair estatelada no chão... E tu continuas a rir...
Acorda. É só um pesadelo.
Respiro fundo.
-Como podes estar assustada? Eu nunca faria isso.
Abraças-me e está tudo bem.
O sonho repete-se um mês depois.
Uma semana depois.
Todas as noites.
E quando dei por mim.
Acorda. Não é um pesadelo. É mesmo assim.
Não consigo respirar.
Como poderia estar assustada? Porque foi exactamente isto que aconteceu. Talvez não tenhas tido o sentido de humor para te rires. Mas no final de contas... Vai dar ao mesmo.
Acorda. É só um pesadelo.
Respiro fundo.
-Como podes estar assustada? Eu nunca faria isso.
Abraças-me e está tudo bem.
O sonho repete-se um mês depois.
Uma semana depois.
Todas as noites.
E quando dei por mim.
Acorda. Não é um pesadelo. É mesmo assim.
Não consigo respirar.
Como poderia estar assustada? Porque foi exactamente isto que aconteceu. Talvez não tenhas tido o sentido de humor para te rires. Mas no final de contas... Vai dar ao mesmo.
segunda-feira, julho 18, 2011
As coisas mais horríveis à face da terra cometem-se por estupidez. Não por maldade.
É trágico perceber isto. Que foi a falta de coragem, a falta de noção, a falta de confiança que leva a perder aquilo que realmente tinha valor, aquilo que era o verdadeiro objectivo.
Que acreditámos demais nas circunstâncias, que aquilo que estava claro na cabeça, seria igualmente claro para os restantes.
Não é assim.
Queres, faz.
Acreditas, luta.
Ninguém o vai fazer por ti. Ninguém vai compreender o que pensas. Não basta dizer, há que fazer por isso.
O inteligente aprende com os erros dos outros. O estúpido precisa de os cometer.
É doloroso perceber isto.
É trágico.
É trágico perceber isto. Que foi a falta de coragem, a falta de noção, a falta de confiança que leva a perder aquilo que realmente tinha valor, aquilo que era o verdadeiro objectivo.
Que acreditámos demais nas circunstâncias, que aquilo que estava claro na cabeça, seria igualmente claro para os restantes.
Não é assim.
Queres, faz.
Acreditas, luta.
Ninguém o vai fazer por ti. Ninguém vai compreender o que pensas. Não basta dizer, há que fazer por isso.
O inteligente aprende com os erros dos outros. O estúpido precisa de os cometer.
É doloroso perceber isto.
É trágico.
(365) Days of... something
Estou com a tua camisola vestida. Ainda tem o teu cheiro. Não sei se não será da minha cabeça... mas sinto o teu cheiro. É o cheiro mais bonito do mundo para mim. Tenho o teu charuto na mão e não me passa pela cabeça fumá-lo. Está à tua espera. Estamos à tua espera.
Tenho imagens diante os meus olhos. Uma retroespectiva. Se isto fosse um filme as imagens passariam mesmo a sério, bem montadas ao som de uma música bonita. Este ambiente está a acontecer mais ou menos. A voz do Jacques Brel acompanha-me os pensamentos.
Acho que é masoquista o que estou a fazer. E as lágrimas escorrem-me mesmo pela cara. E o sorriso está estampado no rosto. Fazes-me sorrir. Mesmo a tua ausência faz-me sorrir. Mesmo as saudades que me cortam aos bocadinhos fazem-me sorrir.
Como explicar isto? Chama-se importância. Chama-se memória. Chama-se valor. Chama-se amor (isso é banal, não é?).
Há um ano atrás também ouvia uma música e também tinha uma retrospectiva diante dos olhos e um sorriso. E olhava a lua e pensava em ti e pensava no quanto eu era feliz. Ah e abraçava a tua almofada e sentia o teu cheiro.
Por que escrevo? Não sei. Tu não vais ler isto, apenas um par de curiosos que podem eventualmente passar aqui.
Será que pensaste em mim hoje e ontem? Será que sorriste? Será que ficaste triste? Será que ainda estou presente no teu quarto? Ou arrancaste tudo? Será que pensas em mim quando adormeces? Será que ocupas a cama toda ou ainda tens o hábito de não te encostares à parede? Eu tenho. O teu lugar está reservado na minha cama. O Sunnie vem ocupá-lo de manhã. Acho que ele também sente a tua falta... Veio cheirar a camisola e olhou para mim. Tem um ar tão triste. Se calhar também é da minha cabeça... na verdade os cães têm quase sempre um ar triste.
Sinto-me o Eddie, sabes? "vou comprar um terreno. vou construir um curral, uma cerca para os cavalos... até podemos ter galinhas"... Às vezes gostava tanto que fosse assim. Pedir-te... vamos embora daqui. Vamos para uma casinha algures longe de tudo, com uma vista bonita, ter uma horta, um gato, um cão, sei lá... Eu contigo nem me interessa bem onde estar. Até passei meses a tomar banhos de água fria...
Estou a divagar demais. A pensar demais. A recordar demais. O Jacques Brel já repetiu tantas vezes nestas colunas, e repete mais uma vez, aquilo que te peço... ne me quitte pas...
Ne me quitte pas...
Ne me quitte pas...
Continuo com a tua camisola. E continuo a sentir o teu cheiro. E continuam-me a doer as saudades que tenho tuas. E continuo a pedir...
Ne me quitte pas...
(E ainda assim, não sei escrever sobre ti.)
Tenho imagens diante os meus olhos. Uma retroespectiva. Se isto fosse um filme as imagens passariam mesmo a sério, bem montadas ao som de uma música bonita. Este ambiente está a acontecer mais ou menos. A voz do Jacques Brel acompanha-me os pensamentos.
Acho que é masoquista o que estou a fazer. E as lágrimas escorrem-me mesmo pela cara. E o sorriso está estampado no rosto. Fazes-me sorrir. Mesmo a tua ausência faz-me sorrir. Mesmo as saudades que me cortam aos bocadinhos fazem-me sorrir.
Como explicar isto? Chama-se importância. Chama-se memória. Chama-se valor. Chama-se amor (isso é banal, não é?).
Há um ano atrás também ouvia uma música e também tinha uma retrospectiva diante dos olhos e um sorriso. E olhava a lua e pensava em ti e pensava no quanto eu era feliz. Ah e abraçava a tua almofada e sentia o teu cheiro.
Por que escrevo? Não sei. Tu não vais ler isto, apenas um par de curiosos que podem eventualmente passar aqui.
Será que pensaste em mim hoje e ontem? Será que sorriste? Será que ficaste triste? Será que ainda estou presente no teu quarto? Ou arrancaste tudo? Será que pensas em mim quando adormeces? Será que ocupas a cama toda ou ainda tens o hábito de não te encostares à parede? Eu tenho. O teu lugar está reservado na minha cama. O Sunnie vem ocupá-lo de manhã. Acho que ele também sente a tua falta... Veio cheirar a camisola e olhou para mim. Tem um ar tão triste. Se calhar também é da minha cabeça... na verdade os cães têm quase sempre um ar triste.
Sinto-me o Eddie, sabes? "vou comprar um terreno. vou construir um curral, uma cerca para os cavalos... até podemos ter galinhas"... Às vezes gostava tanto que fosse assim. Pedir-te... vamos embora daqui. Vamos para uma casinha algures longe de tudo, com uma vista bonita, ter uma horta, um gato, um cão, sei lá... Eu contigo nem me interessa bem onde estar. Até passei meses a tomar banhos de água fria...
Estou a divagar demais. A pensar demais. A recordar demais. O Jacques Brel já repetiu tantas vezes nestas colunas, e repete mais uma vez, aquilo que te peço... ne me quitte pas...
Ne me quitte pas...
Ne me quitte pas...
Continuo com a tua camisola. E continuo a sentir o teu cheiro. E continuam-me a doer as saudades que tenho tuas. E continuo a pedir...
Ne me quitte pas...
(E ainda assim, não sei escrever sobre ti.)
segunda-feira, julho 11, 2011
Why do we do?
Por que vivemos?
A sério... Por que vivemos?
Por quem? Para quê? Porquê?
Não há nada por que valha a pena lutar.
Nada por que valha a pena sofrer.
Há pessoas que gostam de nós e nós delas... Um mundo de cafés e cigarros. Ideias de um futuro... Que futuro? Empregos das 9 às 5? Sonhos de teatro e Hollywood? Que teatro? Que Hollywood? Já não há arte, já não há sonhos... Que futuro?
As pessoas já não sabem amar.
As pessoas já não sabem viver.
Um mundo em paz há 60 anos... É isto ao que chegámos? Não há nada por que lutar. A arte não me diz nada. O dia-a-dia não me diz nada.
Não tenho nenhuma vocação especial.
Não tenho nenhum emprego especial.
Nada do que eu faço é especial.
Para que viver?
Para que passar o tempo à espera? E do quê? Eu não espero nada.
Deixei de ter medo. Não tenho medo de ser assaltada, violada, cortada aos pedaços. Não tenho medo de andar de avião. Se cair, e depois? Não tenho medo de beber de mais. Se morrer, e depois?
Sinto vergonha de pensar estes pensamentos.
Sinto vergonha de escreve-los.
Sinto vergonha de os publicar num sítio, que ainda que ninguém leia, está ao alcance de toda a gente. Sinto vergonha. Mesmo. De mim, das pessoas que pensam isto.
Mas a verdade é esta.
Se eu pudesse sair sem magoar ninguém, sairía. Não posso.
Eu não percebo.
Juro que não percebo.
Por que vivemos.
A sério... Por que vivemos?
Por quem? Para quê? Porquê?
Não há nada por que valha a pena lutar.
Nada por que valha a pena sofrer.
Há pessoas que gostam de nós e nós delas... Um mundo de cafés e cigarros. Ideias de um futuro... Que futuro? Empregos das 9 às 5? Sonhos de teatro e Hollywood? Que teatro? Que Hollywood? Já não há arte, já não há sonhos... Que futuro?
As pessoas já não sabem amar.
As pessoas já não sabem viver.
Um mundo em paz há 60 anos... É isto ao que chegámos? Não há nada por que lutar. A arte não me diz nada. O dia-a-dia não me diz nada.
Não tenho nenhuma vocação especial.
Não tenho nenhum emprego especial.
Nada do que eu faço é especial.
Para que viver?
Para que passar o tempo à espera? E do quê? Eu não espero nada.
Deixei de ter medo. Não tenho medo de ser assaltada, violada, cortada aos pedaços. Não tenho medo de andar de avião. Se cair, e depois? Não tenho medo de beber de mais. Se morrer, e depois?
Sinto vergonha de pensar estes pensamentos.
Sinto vergonha de escreve-los.
Sinto vergonha de os publicar num sítio, que ainda que ninguém leia, está ao alcance de toda a gente. Sinto vergonha. Mesmo. De mim, das pessoas que pensam isto.
Mas a verdade é esta.
Se eu pudesse sair sem magoar ninguém, sairía. Não posso.
Eu não percebo.
Juro que não percebo.
Por que vivemos.
sábado, julho 09, 2011
quinta-feira, julho 07, 2011
Olha para mim.
Olhas para mim e viras-me as costas.
Olha para mim.
É verdade, o meu amor continua o mesmo. As minhas mãos têm o mesmo toque carinhoso. Os meus olhos olham para ti com a mesma admiração. A minha boca beijar-te-ía da mesma maneira. As minhas asas fechar-se-íam à tua volta da mesma maneira quando de abraço. Far-te-ía voar da mesma maneira.
Olha para mim.
Olha para mim!!!
Nunca me fui embora. Estive sempre aqui. Sempre sonhei contigo, sempre senti o teu cheiro, sempre me doeu o corpo por dormir sem ti. Sou a mesma. O meu sorriso que adoras é o mesmo. O meu riso que te irrita em demasia é o mesmo. O meu cheiro é o mesmo. O meu corpo é quase o mesmo... emagreceu sem ti. Morre sem ti...
Olha para mim, porra!
Não fui eu quem ti virou costas, foi uma escolha tua. Pensar errado, foi uma escolha tua. Perder-me, é uma escolha tua. Macacos na cabeça, foi uma escolha tua. Porquê? Que fiz de mal? Explicas? Ou virar as costas é agora a tua praia?
Olha...
Dormimos juntos, comemos juntos, passeámos juntos, fizemos amor, trocámos beijos, entrelaçámos as mãos, fizemos planos, brincámos, rimos, discutimos, vimos filmes, lemos coisas, ouvimos música, andámos de barco, andámos de carro, andámos a pé, corremos, apanhámos chuva, vimos o sol a nascer, acordámos de noite, bebemos vinho, fizeste-me chá, seguraste-me a mão no hospital, perdemos chaves, discutimos, rimos, abraçámo-nos...
Olha para mim.
Dissemos coisas más, confessámos coisas, sussurámos ao ouvido, falámos sem palávras, gritámos, falámos baixinho. Coisas que não quero ouvir. Coisas que não quero dizer. Coisas...
Olha para mim...
Não peço o teu amor.
Não peço o teu abraço.
Não peço o teu beijo.
Não peço...
Só te peço isto.
Olha para mim.
Olha para mim.
É verdade, o meu amor continua o mesmo. As minhas mãos têm o mesmo toque carinhoso. Os meus olhos olham para ti com a mesma admiração. A minha boca beijar-te-ía da mesma maneira. As minhas asas fechar-se-íam à tua volta da mesma maneira quando de abraço. Far-te-ía voar da mesma maneira.
Olha para mim.
Olha para mim!!!
Nunca me fui embora. Estive sempre aqui. Sempre sonhei contigo, sempre senti o teu cheiro, sempre me doeu o corpo por dormir sem ti. Sou a mesma. O meu sorriso que adoras é o mesmo. O meu riso que te irrita em demasia é o mesmo. O meu cheiro é o mesmo. O meu corpo é quase o mesmo... emagreceu sem ti. Morre sem ti...
Olha para mim, porra!
Não fui eu quem ti virou costas, foi uma escolha tua. Pensar errado, foi uma escolha tua. Perder-me, é uma escolha tua. Macacos na cabeça, foi uma escolha tua. Porquê? Que fiz de mal? Explicas? Ou virar as costas é agora a tua praia?
Olha...
Dormimos juntos, comemos juntos, passeámos juntos, fizemos amor, trocámos beijos, entrelaçámos as mãos, fizemos planos, brincámos, rimos, discutimos, vimos filmes, lemos coisas, ouvimos música, andámos de barco, andámos de carro, andámos a pé, corremos, apanhámos chuva, vimos o sol a nascer, acordámos de noite, bebemos vinho, fizeste-me chá, seguraste-me a mão no hospital, perdemos chaves, discutimos, rimos, abraçámo-nos...
Olha para mim.
Dissemos coisas más, confessámos coisas, sussurámos ao ouvido, falámos sem palávras, gritámos, falámos baixinho. Coisas que não quero ouvir. Coisas que não quero dizer. Coisas...
Olha para mim...
Não peço o teu amor.
Não peço o teu abraço.
Não peço o teu beijo.
Não peço...
Só te peço isto.
Olha para mim.
quarta-feira, junho 08, 2011
sábado, abril 02, 2011
Perna de Pau
As pessoas não escrevem por estarem felizes. Só a tristeza profunda dá vontade de esquecer o que o cérebro diz e falar exclusivamente por escrito. Emoções. Deve ser essa a palavra, não sei. Há um ano atrás eu dava tudo para perceber o que é isso das emoções e lágrimas. Agora dava tudo para não saber o que é isso. Para não ouvir os pensamentos. Para não ter imagens quando fecho os olhos. Para não saber que a água que sai dos olhos se chama lágrimas. A galinha da vizinha é sempre melhor, não é? Mas o que é que se faz quando se perde o rumo? O que é que se faz quando já não se tem sonhos, apenas pesadelos? O que é que se faz quando dormir é doloroso e estar acordado dá vontade de dormir e não acordar? Mas temos obrigações. Para com o trabalho, para connosco, para com os outros... O que é que se faz? Como é que se mata a dor? O trifene não parece ajudar nem o benuron. O que é que se faz? Afinal, o que é melhor? Sentir ou não sentir nada? Cada palavra deste texto é ridícula. Apetecia-me apagá-lo e não publicar, mas também que importa? Ninguém vem aqui. Já ninguém lê. Já ninguém quer saber, eu já não quero saber. A época dos blogs, dos escritos... Já era. Já foi. Porque é que as coisas são assim? Porque é que não podemos ser todos, apenas felizes? Porque é que vem uma luz incandescente e irritante que te ilumina e diz "NÃO!" (chama-se realidade)? Porquê? Eu não entendo. Hoje estive a ver crianças a brincar no parque. Também eu já fui criança e já brinquei neste memso parque. E caí do baloiço de cabeça e doeu-me mas não fui ao hospital nem deitei sangue. Passou-me a dor com um gelado Perna de Pau. Porque é que eu agora não posso comprar um gelado e esquecer isto? Esquecer que dói? Porquê?
terça-feira, novembro 16, 2010
Hallelujah
Acredito no amor. Mesmo quando não sabia exactamente o que era, quando não passava de palavras bonitas em livros e imagens em filmes, sempre acreditei no amor. Mesmo quando não acreditava que ele existia, sempre acreditei no amor. E vou sempre acreditar.
Porque a pele levanta-se em pontinhas pequeninas. Arrepios.
Porque o estômago parece enrolar-se como o meu cão quando tem medo.
Porque as lágrimas escorrem mesmo sem eu estar triste. Muito pelo contrário. Quando quero parar o tempo para sempre naquele instante único nos teus braços.
Sim, sou eu a falar. Eu que fui céptica. Que achava o amor uma belíssima discussão, com um copo de vinho tinto e cigarros. Que me achei única no mundo por ser inatingível pelas setas do cupido. Eu que dizia "Serei solteira para sempre e viverei nas águas furtadas com um par de amantes italianos ou franceses, artistas".
Sim, sou eu. Eu acredito no amor. Porque ele existe. Ele acontece. Ele é real. Não é bonito. Não é perfeito. Tem o antes e o depois dos frames idílicos do cinema. É um medo constante de me deixar dominar, de me perder, de te perder. E leva-me a chorar por vezes. E ficar chateada. E dói, por vezes. Quando é confrontado com a realidade simples e banal do quotidiano.
Mas o amor é uma coisa natural. Como o ar, como a água. O amor faz-me não ter frio à noite. Faz sorrir com uma palavra, com uma mensagem no ecrã do telemóvel. Faz querer deixar de fumar. Faz querer ser magra e bonita. Dá prazer de cozinhar. Dá os doces tremores da expectativa. Abrir-te a porta, ir ter contigo, dar-te um beijo, por a cabeça no teu ombro, segurar a tua mão, olhar para ti e constatar que és a pessoa mais bonita do mundo. Eu acredito no amor. Porque acredito na vida. Porque acredito que quando chove, é porque as flores têm sede. Eu acredito no amor, porque quando abri a janela hoje estava tanto sol e depois olhei para ti e tu estavas a olhar para mim e eu não queria mais nada para ser feliz. Apenas naquele instante, mas feliz.
Porque a pele levanta-se em pontinhas pequeninas. Arrepios.
Porque o estômago parece enrolar-se como o meu cão quando tem medo.
Porque as lágrimas escorrem mesmo sem eu estar triste. Muito pelo contrário. Quando quero parar o tempo para sempre naquele instante único nos teus braços.
Sim, sou eu a falar. Eu que fui céptica. Que achava o amor uma belíssima discussão, com um copo de vinho tinto e cigarros. Que me achei única no mundo por ser inatingível pelas setas do cupido. Eu que dizia "Serei solteira para sempre e viverei nas águas furtadas com um par de amantes italianos ou franceses, artistas".
Sim, sou eu. Eu acredito no amor. Porque ele existe. Ele acontece. Ele é real. Não é bonito. Não é perfeito. Tem o antes e o depois dos frames idílicos do cinema. É um medo constante de me deixar dominar, de me perder, de te perder. E leva-me a chorar por vezes. E ficar chateada. E dói, por vezes. Quando é confrontado com a realidade simples e banal do quotidiano.
Mas o amor é uma coisa natural. Como o ar, como a água. O amor faz-me não ter frio à noite. Faz sorrir com uma palavra, com uma mensagem no ecrã do telemóvel. Faz querer deixar de fumar. Faz querer ser magra e bonita. Dá prazer de cozinhar. Dá os doces tremores da expectativa. Abrir-te a porta, ir ter contigo, dar-te um beijo, por a cabeça no teu ombro, segurar a tua mão, olhar para ti e constatar que és a pessoa mais bonita do mundo. Eu acredito no amor. Porque acredito na vida. Porque acredito que quando chove, é porque as flores têm sede. Eu acredito no amor, porque quando abri a janela hoje estava tanto sol e depois olhei para ti e tu estavas a olhar para mim e eu não queria mais nada para ser feliz. Apenas naquele instante, mas feliz.
segunda-feira, novembro 08, 2010
terça-feira, novembro 02, 2010
quarta-feira, outubro 20, 2010
riders on the storm
Querer viver intensamente casa instante. Às vezes é aí que está o problema. Não saber respirar e aproveitar uma hora em silêncio, calada, na quieta solidão.
Desprezar a banalidade e o comum. O comum é aborrecido, por isso vamos sempre buscar adrenalina. Seja qual for a sensação, que seja real.
Daí o choro, daí o que os tolos chamam de insanidade. Tolos? Razoáveis?
Ver precipícios em terra plana. Confundir a realidade e a imaginação, opondo-os e brincando com eles qual peças de lego.
Pobre actor que em pleno palco se contorce e pavoneia para nunca mais se ouvir. É uma história contada por um parvo, toda ela som e fúria mas que nada significa.
Retirei-o do meu peito assim que soube que não era de pedra, embrulhei-o e pus-lhe um laço, para se manter sempre quente e bonito, entreguei-to. Não sabia que eras fã de malabarismo. Vais-lhe dando voltas, atiras ao ar, apanhas, abraças e atiras outra vez.
Nunca sei o que esperar. Fico aos pulos à beirinha, a ver se caio ou se há onde me agarrar. Nunca sei. Por vezes sopra um vento quente que me acompanha e aconchega, permitindo que adormeça enroscada a um canto, com o sono mais tranquilo do mungo. Por vezes balanceio-me numa só perna sem saber se o próximo passo é a queda.
Girl, you gotta love your man.
Girl, you gotta love your man.
Desprezar a banalidade e o comum. O comum é aborrecido, por isso vamos sempre buscar adrenalina. Seja qual for a sensação, que seja real.
Daí o choro, daí o que os tolos chamam de insanidade. Tolos? Razoáveis?
Ver precipícios em terra plana. Confundir a realidade e a imaginação, opondo-os e brincando com eles qual peças de lego.
Pobre actor que em pleno palco se contorce e pavoneia para nunca mais se ouvir. É uma história contada por um parvo, toda ela som e fúria mas que nada significa.
Retirei-o do meu peito assim que soube que não era de pedra, embrulhei-o e pus-lhe um laço, para se manter sempre quente e bonito, entreguei-to. Não sabia que eras fã de malabarismo. Vais-lhe dando voltas, atiras ao ar, apanhas, abraças e atiras outra vez.
Nunca sei o que esperar. Fico aos pulos à beirinha, a ver se caio ou se há onde me agarrar. Nunca sei. Por vezes sopra um vento quente que me acompanha e aconchega, permitindo que adormeça enroscada a um canto, com o sono mais tranquilo do mungo. Por vezes balanceio-me numa só perna sem saber se o próximo passo é a queda.
Girl, you gotta love your man.
Girl, you gotta love your man.
segunda-feira, outubro 04, 2010
lethal weapon
Chá verde de manhã. Cereais com leite, para não fumar em jejum.
O cigarro.
Outro cigarro.
Que vício degradante. Um dia deixo de fumar. Deixo mesmo.
Dor no peito. Dor forte. Como um punhal a ser espetado devagarinho.
As lágrimas não saem.
É duro perceber que os pequenos erros de infância, que já doeram na altura, se voltam contra nós numa idade mais adulta. Digo mais. É injusto. Já pagámos por eles na altura. Já choramos na altura. Para quê alguém voltar para nos relembrar disso e assim tirar-nos da ilusão e do sonho onde estávamos tão confortavelmente instalados?
Morrer, dormir, mais nada. E num sono dizer que cessou o torno no peito e os mil choques naturais... Dormir, porventura sonhar...!
Não. Dormir. Dormir ali onde me habituei a adormecer com sono de bebé, protgeida por um ombro forte.
Ignorar a razão. Desprezar a lógica e a inteligência.
Fechar os olhos, cerrar os punhos e saltar cá para baixo sem saber qual é o fundo onde vou bater.
Implorar por um perdão sem razão? Não... provar que existe no sonho um presente antepassado de um futuro próximo banhado em raios de sol.
Have perhaps more actual troubles, but less imaginary ones.
Acredita em mim! Se me deres a tua mão e partilho contigo a receita para uma vida bela e sorridente, porque eu a conheço. Fui eu que a inventei. Eu conheço o truque para ser feliz, ainda que por breves instantes. Acredita. Não te deixes prender pelos teus pensamentos duros e sombrios. Acredita em mim.
As lágrimas continuam sem cair.
O chá continua demasiado quente.
E nó não sai da garganta.
P.S: Mas voltei a escrever. Não me parece um bom sinal.
O cigarro.
Outro cigarro.
Que vício degradante. Um dia deixo de fumar. Deixo mesmo.
Dor no peito. Dor forte. Como um punhal a ser espetado devagarinho.
As lágrimas não saem.
É duro perceber que os pequenos erros de infância, que já doeram na altura, se voltam contra nós numa idade mais adulta. Digo mais. É injusto. Já pagámos por eles na altura. Já choramos na altura. Para quê alguém voltar para nos relembrar disso e assim tirar-nos da ilusão e do sonho onde estávamos tão confortavelmente instalados?
Morrer, dormir, mais nada. E num sono dizer que cessou o torno no peito e os mil choques naturais... Dormir, porventura sonhar...!
Não. Dormir. Dormir ali onde me habituei a adormecer com sono de bebé, protgeida por um ombro forte.
Ignorar a razão. Desprezar a lógica e a inteligência.
Fechar os olhos, cerrar os punhos e saltar cá para baixo sem saber qual é o fundo onde vou bater.
Implorar por um perdão sem razão? Não... provar que existe no sonho um presente antepassado de um futuro próximo banhado em raios de sol.
Have perhaps more actual troubles, but less imaginary ones.
Acredita em mim! Se me deres a tua mão e partilho contigo a receita para uma vida bela e sorridente, porque eu a conheço. Fui eu que a inventei. Eu conheço o truque para ser feliz, ainda que por breves instantes. Acredita. Não te deixes prender pelos teus pensamentos duros e sombrios. Acredita em mim.
As lágrimas continuam sem cair.
O chá continua demasiado quente.
E nó não sai da garganta.
P.S: Mas voltei a escrever. Não me parece um bom sinal.
sexta-feira, setembro 17, 2010
Good night and... good luck
I know as my life grows older
And mine eyes have clearer sight --
That under each rank wrong, somewhere
There lies the root of Right;
That each sorrow has its purpose,
By the sorrowing oft unguessed,
But as sure as the sun brings morning,
Whatever is - is best.
And mine eyes have clearer sight --
That under each rank wrong, somewhere
There lies the root of Right;
That each sorrow has its purpose,
By the sorrowing oft unguessed,
But as sure as the sun brings morning,
Whatever is - is best.
Ella Wheeler Wilcox
Como já disse antes, escrever aqui tornou-se demasiado presunçoso e inútil.
A minha vida transborda de emoções o que faz com que a minha escrita seja uma merda.
sábado, setembro 11, 2010
quinta-feira, agosto 26, 2010
Tears to heaven
Passaram dez anos desde que te vi pela última vez e ainda assim, lembro-me como se fosse hoje do sabor daquelas coisas de carne que nem sei o nome.
Soube-me bem ter falado contigo hoje.
Ainda que não me tivesses respondido por palavras.
Ainda que não sejas, neste momento, mais que uma pedra com o teu nome gravado e o que ainda resta das minhas memórias.
Soube-me bem ter falado contigo hoje.
Ainda que não me tivesses respondido por palavras.
Ainda que não sejas, neste momento, mais que uma pedra com o teu nome gravado e o que ainda resta das minhas memórias.
quinta-feira, agosto 19, 2010
sábado, agosto 14, 2010
(Mal de mim) prendeu-me o coração.
Este blog é ridículo pelo seu exagero.
Pela dimensão de coisas irreais que aqui são descritas.
Pelas tentativas sem sucesso de filosofar sobre sentimentos desconhecidos.
Não me apetece escrever.
Ando a viver coisas bonitas que, desta vez, são reais e não as quero descrever.
Quero guardá-las para mim. E para ti.
Pela dimensão de coisas irreais que aqui são descritas.
Pelas tentativas sem sucesso de filosofar sobre sentimentos desconhecidos.
Não me apetece escrever.
Ando a viver coisas bonitas que, desta vez, são reais e não as quero descrever.
Quero guardá-las para mim. E para ti.
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