Quando nada parece fazer sentido, nem as letras se encaixam para formar uma frase com pés e cabeça.
Apetece-me fazer chá de cidreira.
As gotas de cuva nunca caem da mesma maneira. Também dizem que não há dois flocos de neve iguais...
Quando não há nada, acaba sempre por haver alguma coisa que sobressai. Que não nos deixa ficar sozinhos nesta luta por aquilo em que se acredita.
Parece absurdo... Mas vamos agarrar no voltante e arrancar em contra-mão. Vamos ser alices. Vamos atrás do coelho branco que entra pela janela da casa-de-banho porque é ele que nos vai levar para fora do buraco negro onde somos olhados de lado porque não precisamos de idolatrar para viver.
Ainda que não tenhamos o mesmo bilhete, temos o mesmo destino que ninguém nos garante que iremos alcançar. Destino esse que une muitos e poucos desde sempre.
segunda-feira, abril 07, 2008
sexta-feira, abril 04, 2008
"Ciao, bambino, sorry"
Quando me virar de costas vou adorar ouvir as mesmas vozes dizer "ainda bem" e vai-me saber tanto melhor dizer baixinho "ainda bem". É uma sensação única.
É destino. Circunstâncias de coincidência. É óptimo.
"Sei como se deve viver, devemos trabalhar, esforçar-nos..."
E eu vou correr.
Correr daqui para fora e apanhar o arco-íris. E quando chegar ao violeta, prometo mandar mensagem.
Alguém me acompanha?
É destino. Circunstâncias de coincidência. É óptimo.
"Sei como se deve viver, devemos trabalhar, esforçar-nos..."
E eu vou correr.
Correr daqui para fora e apanhar o arco-íris. E quando chegar ao violeta, prometo mandar mensagem.
Alguém me acompanha?
domingo, março 30, 2008
Leaves
Leaves. Folhas. Não é por acaso que se chamam "leaves". Leave. Partir.
É o que acontece às pessoas. A nós.
Durante todo o percurso vamos encontrando folhas. Umas resistem aos Outonos, aos Invernos, Primaveras e Verões, outras caem e voam para outras paragens.
É a essas que agradeço.
Por se terem cruzado comigo por fracções de tempo, por instantes, por períodos mais longos. Por terem partido ou por eu as ter eliminado. Porque seja qual tiver sido essa fracção contribuiu para mim, para eu aprender, para ir crescendo, para ir sentindo. E isso é bom. É óptimo.
Agora que penso... Vivemos num tempo em que o Mundo em que a pessoa vive pode ser condensado ao tamanho de um monitor. Há uns meros 20 anos qualquer pessoa tinha a hipótese de desaparecer de vez: Mudar de casa, de número de telefone e pronto. Não havia messengers, nem e-mails, nem hi5's onde qualquer mulher pode ver fotografias de um homem gordo e horrendo, aquele por quem julgava estar perdidamente apaixonada aos 10 anos, aquele que ela guardava na memória como uma cara desfocada e o cheiro das folhas de cadernos escritas com mensagens de amor infantil.
É esse tipo de folhas...
Não quero que pessoas com quem há muito cortei relações apareçam outra vez. Não. Deixem-me ficar com imagens de faces desfocadas e cheiros a algo que já foi, já passou e nunca mais há de voltar.
Obrigada folhas com quem vivi. É Primavera, vão nascer novas e desaparecerão sem deixar rasto num novo Outono.
Vai ser sempre assim.
Um ciclo.
É o que acontece às pessoas. A nós.
Durante todo o percurso vamos encontrando folhas. Umas resistem aos Outonos, aos Invernos, Primaveras e Verões, outras caem e voam para outras paragens.
É a essas que agradeço.
Por se terem cruzado comigo por fracções de tempo, por instantes, por períodos mais longos. Por terem partido ou por eu as ter eliminado. Porque seja qual tiver sido essa fracção contribuiu para mim, para eu aprender, para ir crescendo, para ir sentindo. E isso é bom. É óptimo.

Agora que penso... Vivemos num tempo em que o Mundo em que a pessoa vive pode ser condensado ao tamanho de um monitor. Há uns meros 20 anos qualquer pessoa tinha a hipótese de desaparecer de vez: Mudar de casa, de número de telefone e pronto. Não havia messengers, nem e-mails, nem hi5's onde qualquer mulher pode ver fotografias de um homem gordo e horrendo, aquele por quem julgava estar perdidamente apaixonada aos 10 anos, aquele que ela guardava na memória como uma cara desfocada e o cheiro das folhas de cadernos escritas com mensagens de amor infantil.
É esse tipo de folhas...
Não quero que pessoas com quem há muito cortei relações apareçam outra vez. Não. Deixem-me ficar com imagens de faces desfocadas e cheiros a algo que já foi, já passou e nunca mais há de voltar.
Obrigada folhas com quem vivi. É Primavera, vão nascer novas e desaparecerão sem deixar rasto num novo Outono.
Vai ser sempre assim.
Um ciclo.
sexta-feira, março 28, 2008
X
Água gelada que trespassa os ossos, parece mil navalhas a furar lentamente a pele.
O calor das brasas presas por um grande circulo de corda.
Medo de imaginar.
Medo de sentir.
Medo de ter medo de viver.
Fecha os olhos, sente toda a vida a passar rápidamente à tua frente com a ternura de um abraço quase paternal.
Vontade de agarrar um corda e subir por ela para um destino desconhecido.
Partir e queimar o antes. Ignorar tudo o que se passa à volta porque não é necessário. Amar. Amar-te, arte. Querer-te. Querer ter-te, arte. Acreditar, sonhar, ver que há quem acredite.
Manda à merda tudo o que te rodeia e em que deixaste de acreditar.
Primo o gatilho devagarinho.
Fuck this. Die.
Eu não. Eles.
O calor das brasas presas por um grande circulo de corda.
Medo de imaginar.
Medo de sentir.
Medo de ter medo de viver.
Fecha os olhos, sente toda a vida a passar rápidamente à tua frente com a ternura de um abraço quase paternal.
Vontade de agarrar um corda e subir por ela para um destino desconhecido.
Partir e queimar o antes. Ignorar tudo o que se passa à volta porque não é necessário. Amar. Amar-te, arte. Querer-te. Querer ter-te, arte. Acreditar, sonhar, ver que há quem acredite.
Manda à merda tudo o que te rodeia e em que deixaste de acreditar.
Primo o gatilho devagarinho.
Fuck this. Die.
Eu não. Eles.
...Tem muitos filhos o pai D
Quando entrei tinha um professor.
Agora tenho um "pai" e um amigo.
E esse pai... Tem muitos filhos. É uma honra ser um deles.
Agora tenho um "pai" e um amigo.
E esse pai... Tem muitos filhos. É uma honra ser um deles.
quinta-feira, março 27, 2008
quinta-feira, março 20, 2008
terça-feira, março 18, 2008
Acende aí.
Sapatos brancos de seda por cima de um monte de esterco.
Detesto comentários intelectuais sobre coisas simples que nem mereciam ser comentadas como detesto todos os outros comentários absolutamente desnecessários em alturas que eram boas para se estar calado.
Detesto cor-de-rosa e detesto a Sophia de Mello Breyner.
Detesto que digam vocês em vez de tu. Detesto contigo em vez de eu.
Detesto a juventude e a velhice.Detesto a meia-idade.
Detesto todo o tipo de demonstração de sentimentos.
Detesto chuva, optimismo não fundamentado e falta de lógia.
Detesto ideias e ideiais pré-formados, detesto venerações e idealizações.
Detesto falta de empenho, detesto falta de vontade, detesto o "pseudo".
Detesto e qualquer dia rebento.
Arroz.
Arroz que tenho mais que fazer.
Detesto comentários intelectuais sobre coisas simples que nem mereciam ser comentadas como detesto todos os outros comentários absolutamente desnecessários em alturas que eram boas para se estar calado.
Detesto cor-de-rosa e detesto a Sophia de Mello Breyner.
Detesto que digam vocês em vez de tu. Detesto contigo em vez de eu.
Detesto a juventude e a velhice.Detesto a meia-idade.
Detesto todo o tipo de demonstração de sentimentos.
Detesto chuva, optimismo não fundamentado e falta de lógia.
Detesto ideias e ideiais pré-formados, detesto venerações e idealizações.
Detesto falta de empenho, detesto falta de vontade, detesto o "pseudo".
Detesto e qualquer dia rebento.
Arroz.
Arroz que tenho mais que fazer.
segunda-feira, março 17, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
...of being.
"Tomas, I know I'm supposed to help you, but I can't.
Instead of being your support, I'm your weight.
Life is very heavy to me, and it is so light to you.
I can't bear this lightness, this freedom.
I'm not strong enough.
In Prague, I only needed you for love.
In Switzerland, I was dependent on you for everything.
What would happen if you abandoned me?
I'm weak. I'm going back to the country of the weak.
Good-bye.
I'm sorry, but I've taken Karenin"
Nem sei se o livro, se o filme... Porque é leve. Tão leve que é... insustentável.
quarta-feira, março 05, 2008
Bye-bye...
segunda-feira, março 03, 2008
domingo, fevereiro 24, 2008
I can't get no sleep...
Lá deixa viver.
Aqui, deixa acontecer.
Fechas os olhos e sentes.
É arte efémera. Não é para a eternidade nem é para durar até...
Fecho os olhos e lembro-me.
É o calor e o sabor.
Contado ninguém acredita.
Mas não é para ser contado senão ao ouvido.
Cala-te e põe o pé no acelerador.
Deixas-me por a cabeça no teu ombro?
Aqui, deixa acontecer.
Fechas os olhos e sentes.
É arte efémera. Não é para a eternidade nem é para durar até...
Fecho os olhos e lembro-me.
É o calor e o sabor.
Contado ninguém acredita.
Mas não é para ser contado senão ao ouvido.
Cala-te e põe o pé no acelerador.
Deixas-me por a cabeça no teu ombro?
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Fechou os olhos e mergulhou a cabeça na água quente.
Mexeu os dedos dos pés, brincando com a espuma.
Voltou a superfície e esfregou os olhos.
Abriu a torneira e a água saiu fria. Mais que fria, gelada.
Esperou.
Nada.
Saiu mesmo assim.
Não se enrolou na toalha...
Foi lentamente até ao corredor, deixando pegadas de água pelo chão.
Olhou-se no espelho.
Acendeu um cigarro.
Voltou a olhar.
Poderia pertencer a uma daquelas actrizes de Hollywood se não fossem aquelas pequenas rugas a aparecer à volta dos olhos.
Poderia perfeitamente ter sido melhor aproveitado...
Apagou o cigarro.
Desligou a luz...
Mexeu os dedos dos pés, brincando com a espuma.
Voltou a superfície e esfregou os olhos.
Abriu a torneira e a água saiu fria. Mais que fria, gelada.
Esperou.
Nada.
Saiu mesmo assim.
Não se enrolou na toalha...
Foi lentamente até ao corredor, deixando pegadas de água pelo chão.
Olhou-se no espelho.
Acendeu um cigarro.
Voltou a olhar.
Poderia pertencer a uma daquelas actrizes de Hollywood se não fossem aquelas pequenas rugas a aparecer à volta dos olhos.
Poderia perfeitamente ter sido melhor aproveitado...
Apagou o cigarro.
Desligou a luz...
domingo, fevereiro 17, 2008
Ainda não percebeste?
Eu explico.
Tudo isto é um jogo em que eu decido se quero ganhar ou perder.
E se ainda percebeste que és a cobaia, ou és estúpido, ou então gostas de ser usado.
Seja como for, deixa-te dessas piadinhas e dessas manias de te armar em senhor do seu nariz, porque ao fim de um determinado tempo eu é que vou decidir.
Espera, verás.
Tudo isto é um jogo em que eu decido se quero ganhar ou perder.
E se ainda percebeste que és a cobaia, ou és estúpido, ou então gostas de ser usado.
Seja como for, deixa-te dessas piadinhas e dessas manias de te armar em senhor do seu nariz, porque ao fim de um determinado tempo eu é que vou decidir.
Espera, verás.
sábado, fevereiro 16, 2008
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Tão desarrumado que isto anda...
Se eu pudesse, tirava umas feriazinhas de mim, que era uma maravilha...
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Battle Royal
Tu e mais 40.
Que amas, que adoras, que odeias, que mal suportas, com quem te ris, com quem choras...
Ou matas,
Ou te suicidas,
Ou matam-te.
Então?
Que amas, que adoras, que odeias, que mal suportas, com quem te ris, com quem choras...
Ou matas,
Ou te suicidas,
Ou matam-te.
Então?
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Abraça-me.
Abraça-me com tanta força como se não me quisesses deixar fugir nunca.
Abraça-me como se tivesses medo de me perder no minuto a seguir.
Limpa-me as lágrimas. Seca-as como se fossem tuas.
Não ligues ao rímel esborratado nem ao risco preto que me pintou a cara toda.
Canta a nossa música ao meu ouvido... baixinho, tão baixinho como se não quisesses acordar ninguém.
Não está aqui ninguém. Estamos sozinhos.
Deixa-me chorar no teu ombro. Dá-me beijinhos.
Acreditaste? Não devias. Nem sequer uso rímel. Nem choro.
LARGA-ME.
Larga-me já e não me apareças à frente.
Abraça-me com tanta força como se não me quisesses deixar fugir nunca.
Abraça-me como se tivesses medo de me perder no minuto a seguir.
Limpa-me as lágrimas. Seca-as como se fossem tuas.
Não ligues ao rímel esborratado nem ao risco preto que me pintou a cara toda.
Canta a nossa música ao meu ouvido... baixinho, tão baixinho como se não quisesses acordar ninguém.
Não está aqui ninguém. Estamos sozinhos.
Deixa-me chorar no teu ombro. Dá-me beijinhos.
Acreditaste? Não devias. Nem sequer uso rímel. Nem choro.
LARGA-ME.
Larga-me já e não me apareças à frente.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Porra, olho para o relógio outra vez e vejo 4 e tal da manhã.
Vejo e revejo as horas anteriores.
Vejo copos, vejo pessoas.
Ouço vozes, ouço conversas interessantes.
Ouço a nona do Beethoven, ouço Shubert.
Vejo o teu ar cansado e feliz.
Vejo-te a dormir enconstado.
Sinto-nos tão orgulhosas pela milionésima vez.
Sinto-nos juntos.
Porra são outra vez 4 e tal da manhã.
Mas estava-se tão bem.
Tão bem.
Tenho saudades nossas... de quando eramos mais novos.
Tenho saudades de quando andavamos aí.
Mas agora são 4 e tal da manhã.
Como antigamente...
Mas o tempo é novo.
O tempo é nosso.
Não como antigamente.
Como hoje, como agora.
São 4 e meia da manhã.
Porra.
Porra.
Porra.
Vejo e revejo as horas anteriores.
Vejo copos, vejo pessoas.
Ouço vozes, ouço conversas interessantes.
Ouço a nona do Beethoven, ouço Shubert.
Vejo o teu ar cansado e feliz.
Vejo-te a dormir enconstado.
Sinto-nos tão orgulhosas pela milionésima vez.
Sinto-nos juntos.
Porra são outra vez 4 e tal da manhã.
Mas estava-se tão bem.
Tão bem.
Tenho saudades nossas... de quando eramos mais novos.
Tenho saudades de quando andavamos aí.
Mas agora são 4 e tal da manhã.
Como antigamente...
Mas o tempo é novo.
O tempo é nosso.
Não como antigamente.
Como hoje, como agora.
São 4 e meia da manhã.
Porra.
Porra.
Porra.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

