quinta-feira, março 27, 2008
quinta-feira, março 20, 2008
terça-feira, março 18, 2008
Acende aí.
Sapatos brancos de seda por cima de um monte de esterco.
Detesto comentários intelectuais sobre coisas simples que nem mereciam ser comentadas como detesto todos os outros comentários absolutamente desnecessários em alturas que eram boas para se estar calado.
Detesto cor-de-rosa e detesto a Sophia de Mello Breyner.
Detesto que digam vocês em vez de tu. Detesto contigo em vez de eu.
Detesto a juventude e a velhice.Detesto a meia-idade.
Detesto todo o tipo de demonstração de sentimentos.
Detesto chuva, optimismo não fundamentado e falta de lógia.
Detesto ideias e ideiais pré-formados, detesto venerações e idealizações.
Detesto falta de empenho, detesto falta de vontade, detesto o "pseudo".
Detesto e qualquer dia rebento.
Arroz.
Arroz que tenho mais que fazer.
Detesto comentários intelectuais sobre coisas simples que nem mereciam ser comentadas como detesto todos os outros comentários absolutamente desnecessários em alturas que eram boas para se estar calado.
Detesto cor-de-rosa e detesto a Sophia de Mello Breyner.
Detesto que digam vocês em vez de tu. Detesto contigo em vez de eu.
Detesto a juventude e a velhice.Detesto a meia-idade.
Detesto todo o tipo de demonstração de sentimentos.
Detesto chuva, optimismo não fundamentado e falta de lógia.
Detesto ideias e ideiais pré-formados, detesto venerações e idealizações.
Detesto falta de empenho, detesto falta de vontade, detesto o "pseudo".
Detesto e qualquer dia rebento.
Arroz.
Arroz que tenho mais que fazer.
segunda-feira, março 17, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
...of being.
"Tomas, I know I'm supposed to help you, but I can't.
Instead of being your support, I'm your weight.
Life is very heavy to me, and it is so light to you.
I can't bear this lightness, this freedom.
I'm not strong enough.
In Prague, I only needed you for love.
In Switzerland, I was dependent on you for everything.
What would happen if you abandoned me?
I'm weak. I'm going back to the country of the weak.
Good-bye.
I'm sorry, but I've taken Karenin"
Nem sei se o livro, se o filme... Porque é leve. Tão leve que é... insustentável.
quarta-feira, março 05, 2008
Bye-bye...
segunda-feira, março 03, 2008
domingo, fevereiro 24, 2008
I can't get no sleep...
Lá deixa viver.
Aqui, deixa acontecer.
Fechas os olhos e sentes.
É arte efémera. Não é para a eternidade nem é para durar até...
Fecho os olhos e lembro-me.
É o calor e o sabor.
Contado ninguém acredita.
Mas não é para ser contado senão ao ouvido.
Cala-te e põe o pé no acelerador.
Deixas-me por a cabeça no teu ombro?
Aqui, deixa acontecer.
Fechas os olhos e sentes.
É arte efémera. Não é para a eternidade nem é para durar até...
Fecho os olhos e lembro-me.
É o calor e o sabor.
Contado ninguém acredita.
Mas não é para ser contado senão ao ouvido.
Cala-te e põe o pé no acelerador.
Deixas-me por a cabeça no teu ombro?
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Fechou os olhos e mergulhou a cabeça na água quente.
Mexeu os dedos dos pés, brincando com a espuma.
Voltou a superfície e esfregou os olhos.
Abriu a torneira e a água saiu fria. Mais que fria, gelada.
Esperou.
Nada.
Saiu mesmo assim.
Não se enrolou na toalha...
Foi lentamente até ao corredor, deixando pegadas de água pelo chão.
Olhou-se no espelho.
Acendeu um cigarro.
Voltou a olhar.
Poderia pertencer a uma daquelas actrizes de Hollywood se não fossem aquelas pequenas rugas a aparecer à volta dos olhos.
Poderia perfeitamente ter sido melhor aproveitado...
Apagou o cigarro.
Desligou a luz...
Mexeu os dedos dos pés, brincando com a espuma.
Voltou a superfície e esfregou os olhos.
Abriu a torneira e a água saiu fria. Mais que fria, gelada.
Esperou.
Nada.
Saiu mesmo assim.
Não se enrolou na toalha...
Foi lentamente até ao corredor, deixando pegadas de água pelo chão.
Olhou-se no espelho.
Acendeu um cigarro.
Voltou a olhar.
Poderia pertencer a uma daquelas actrizes de Hollywood se não fossem aquelas pequenas rugas a aparecer à volta dos olhos.
Poderia perfeitamente ter sido melhor aproveitado...
Apagou o cigarro.
Desligou a luz...
domingo, fevereiro 17, 2008
Ainda não percebeste?
Eu explico.
Tudo isto é um jogo em que eu decido se quero ganhar ou perder.
E se ainda percebeste que és a cobaia, ou és estúpido, ou então gostas de ser usado.
Seja como for, deixa-te dessas piadinhas e dessas manias de te armar em senhor do seu nariz, porque ao fim de um determinado tempo eu é que vou decidir.
Espera, verás.
Tudo isto é um jogo em que eu decido se quero ganhar ou perder.
E se ainda percebeste que és a cobaia, ou és estúpido, ou então gostas de ser usado.
Seja como for, deixa-te dessas piadinhas e dessas manias de te armar em senhor do seu nariz, porque ao fim de um determinado tempo eu é que vou decidir.
Espera, verás.
sábado, fevereiro 16, 2008
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Tão desarrumado que isto anda...
Se eu pudesse, tirava umas feriazinhas de mim, que era uma maravilha...
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Battle Royal
Tu e mais 40.
Que amas, que adoras, que odeias, que mal suportas, com quem te ris, com quem choras...
Ou matas,
Ou te suicidas,
Ou matam-te.
Então?
Que amas, que adoras, que odeias, que mal suportas, com quem te ris, com quem choras...
Ou matas,
Ou te suicidas,
Ou matam-te.
Então?
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Abraça-me.
Abraça-me com tanta força como se não me quisesses deixar fugir nunca.
Abraça-me como se tivesses medo de me perder no minuto a seguir.
Limpa-me as lágrimas. Seca-as como se fossem tuas.
Não ligues ao rímel esborratado nem ao risco preto que me pintou a cara toda.
Canta a nossa música ao meu ouvido... baixinho, tão baixinho como se não quisesses acordar ninguém.
Não está aqui ninguém. Estamos sozinhos.
Deixa-me chorar no teu ombro. Dá-me beijinhos.
Acreditaste? Não devias. Nem sequer uso rímel. Nem choro.
LARGA-ME.
Larga-me já e não me apareças à frente.
Abraça-me com tanta força como se não me quisesses deixar fugir nunca.
Abraça-me como se tivesses medo de me perder no minuto a seguir.
Limpa-me as lágrimas. Seca-as como se fossem tuas.
Não ligues ao rímel esborratado nem ao risco preto que me pintou a cara toda.
Canta a nossa música ao meu ouvido... baixinho, tão baixinho como se não quisesses acordar ninguém.
Não está aqui ninguém. Estamos sozinhos.
Deixa-me chorar no teu ombro. Dá-me beijinhos.
Acreditaste? Não devias. Nem sequer uso rímel. Nem choro.
LARGA-ME.
Larga-me já e não me apareças à frente.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Porra, olho para o relógio outra vez e vejo 4 e tal da manhã.
Vejo e revejo as horas anteriores.
Vejo copos, vejo pessoas.
Ouço vozes, ouço conversas interessantes.
Ouço a nona do Beethoven, ouço Shubert.
Vejo o teu ar cansado e feliz.
Vejo-te a dormir enconstado.
Sinto-nos tão orgulhosas pela milionésima vez.
Sinto-nos juntos.
Porra são outra vez 4 e tal da manhã.
Mas estava-se tão bem.
Tão bem.
Tenho saudades nossas... de quando eramos mais novos.
Tenho saudades de quando andavamos aí.
Mas agora são 4 e tal da manhã.
Como antigamente...
Mas o tempo é novo.
O tempo é nosso.
Não como antigamente.
Como hoje, como agora.
São 4 e meia da manhã.
Porra.
Porra.
Porra.
Vejo e revejo as horas anteriores.
Vejo copos, vejo pessoas.
Ouço vozes, ouço conversas interessantes.
Ouço a nona do Beethoven, ouço Shubert.
Vejo o teu ar cansado e feliz.
Vejo-te a dormir enconstado.
Sinto-nos tão orgulhosas pela milionésima vez.
Sinto-nos juntos.
Porra são outra vez 4 e tal da manhã.
Mas estava-se tão bem.
Tão bem.
Tenho saudades nossas... de quando eramos mais novos.
Tenho saudades de quando andavamos aí.
Mas agora são 4 e tal da manhã.
Como antigamente...
Mas o tempo é novo.
O tempo é nosso.
Não como antigamente.
Como hoje, como agora.
São 4 e meia da manhã.
Porra.
Porra.
Porra.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Will 10
For shame! Deny thou bear'st love to any,
Who for thyselsf art so unprovident.
Grant, if thou wilt, thou art belov'd of many,
But that thou none lov'st is most evident;
For thou art so possess'd with murderous hate,
That 'gainst thyself thou stick'st not to conspire,
Seeking that beauteous roof to ruinate,
Which to repair should be thy chief desire.
O, change thy thought, that I may change my mind!
Shall hate be fairer lodg'd that gentle love?
Be, as thy presence is, gracious and kind,
Or to thyself, at least, kind-hearted prove:
Make thee another self, for love of me,
That beauty still may live in thine or thee.
Who for thyselsf art so unprovident.
Grant, if thou wilt, thou art belov'd of many,
But that thou none lov'st is most evident;
For thou art so possess'd with murderous hate,
That 'gainst thyself thou stick'st not to conspire,
Seeking that beauteous roof to ruinate,
Which to repair should be thy chief desire.
O, change thy thought, that I may change my mind!
Shall hate be fairer lodg'd that gentle love?
Be, as thy presence is, gracious and kind,
Or to thyself, at least, kind-hearted prove:
Make thee another self, for love of me,
That beauty still may live in thine or thee.
domingo, janeiro 27, 2008
terça-feira, janeiro 22, 2008
Turn off the TV!
Ela diz que não o suporta mas entretanto ele persegue-a e é do outro que ela gosta mas este revela-se um serial killer e bate-lhe e foge para a Dinamarca para ir ter com a sua segunda mulher por isso ela apaixona-se um por um terceiro que acaba por ser seu irmão e os pais tentam evitar o amor impossível para não haver risco de incesto e entretanto a amiga cor-de-rosa anda atrás do primeiro e os pais dela estão contra porque ele é pobre e ela é rica e é tudo uma questão de classe e ainda há a mulher do café que está sempre a par de tudo porque a melhor cliente é vizinha de todo o mundo e gosta de escutar as conversas atrás das portas e sabe que a senhora do andar de cima é mãe solteira porque o pai foi preso por pedofilía pelo polícia corrupto que na verdade tem um cão que descobre tudo o que é narcomafia e afinal eles não são irmãos e pai da vizinha do andar de cima sai em liberdade porque não é pedofilo nenhum e a culpa é do polícia e a senhora do café continua a servir os galões e as empadas que sabem mal como tudo mas ninguém quer saber porque em vez das empadas estão sempre a par de todas as novidades e pum-pum final feliz.
Paralelamente o caso da Maddie mistura-se com o cancelamento do Dakar e com o problema económico e o país está em crise e o outro não se cala com a discussão do sexo dos anjos que não interessa nem ao menino Jesus e é a princesa de não sei da onde que tem um filho bonito.
Ainda há sempre o Stallone que mata não sei quantos rufias numa cena e depois tem um acidente de carro e sai intacto e continua a correr pelas ruas fora.
E também há não sei quantas happy-families que acham que querem ser a próxima geração dos Beatles e dos Abba e por isso competem todos pelo prémio de Superstar e cantam todos bem ou mal mas não interessa nada porque mesmo que cantem mal os vídeos hão-de para ao YouTube e hão-de ser vistos por mil e um idiotas ou até mais.
É mais ou menos isto ou não?
Paralelamente o caso da Maddie mistura-se com o cancelamento do Dakar e com o problema económico e o país está em crise e o outro não se cala com a discussão do sexo dos anjos que não interessa nem ao menino Jesus e é a princesa de não sei da onde que tem um filho bonito.
Ainda há sempre o Stallone que mata não sei quantos rufias numa cena e depois tem um acidente de carro e sai intacto e continua a correr pelas ruas fora.
E também há não sei quantas happy-families que acham que querem ser a próxima geração dos Beatles e dos Abba e por isso competem todos pelo prémio de Superstar e cantam todos bem ou mal mas não interessa nada porque mesmo que cantem mal os vídeos hão-de para ao YouTube e hão-de ser vistos por mil e um idiotas ou até mais.
É mais ou menos isto ou não?
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Retrospectiva das madrugadas
Um dia destes quando eu ganhar juízo... Conto-te a história de uma vida levada de improviso...
Faz sentido.
Vamos celebrar a vida não nos faltam razões, não existem problemas só existem soluções
Também.
Nós não temos que... Mas podemos se... Dá-me tempo para que...
Outra.
O remorso é uma coisa tão incrível... As imagens organizam-se de forma acessível
Mais uma. Obrigada Pacman...
Agora o facto é este....
Vai. Não quero mais.

Quizas... Quando ambos formos gatos? Ou formigas...
Faz sentido.
Vamos celebrar a vida não nos faltam razões, não existem problemas só existem soluções
Também.
Nós não temos que... Mas podemos se... Dá-me tempo para que...
Outra.
O remorso é uma coisa tão incrível... As imagens organizam-se de forma acessível
Mais uma. Obrigada Pacman...
Agora o facto é este....
Vai. Não quero mais.
Quizas... Quando ambos formos gatos? Ou formigas...
domingo, janeiro 20, 2008
While my guitar gently wheeps
Coisas que fazemos
Palavras que dizemos e não queremos
Sussuros ao ouvido que não são para ser ouvidos
O que sentimos e não sentimos
O que fingimos sentir
Desejos que temos
Horas dispersas que perdemos
O caminho que seguimos
As estradas que escolhemos
Minutos escolhidos depois esquecidos
Momentos perdidos
Sorrisos esboçados
Risos forçados
Noites que não dormimos
Dias ensonados
Histórias que contamos
Álcool que bebemos
Cigarros que fumamos
Músicas que ouvimos baixinho
A televisão desligada
Copos partidos
Livros que lemos sobre coisas que vivemos
Textos que escrevemos
Quadros de Turner e garrafas de tinto
Palcos pisados
Segredos roubados
Asas cortadas
Ideias trocadas
Suspiros cansados
Cenas mal-ensaiadas
Querer ser alguém, dizer que não se é ninguém
Génios mal-inventados
Melódias mal-cantadas
Gritos silenciosos
Silêncio ensurdecedor
Luzes da cidade que nunca dorme
Portas abertas, janelas fechadas
Loucos, loucos dizem.
Loucura condensada em dois pares de meias-frases
Palavras que dizemos e não queremos
Sussuros ao ouvido que não são para ser ouvidos
O que sentimos e não sentimos
O que fingimos sentir
Desejos que temos
Horas dispersas que perdemos
O caminho que seguimos
As estradas que escolhemos
Minutos escolhidos depois esquecidos
Momentos perdidos
Sorrisos esboçados
Risos forçados
Noites que não dormimos
Dias ensonados
Histórias que contamos
Álcool que bebemos
Cigarros que fumamos
Músicas que ouvimos baixinho
A televisão desligada
Copos partidos
Livros que lemos sobre coisas que vivemos
Textos que escrevemos
Quadros de Turner e garrafas de tinto
Palcos pisados
Segredos roubados
Asas cortadas
Ideias trocadas
Suspiros cansados
Cenas mal-ensaiadas
Querer ser alguém, dizer que não se é ninguém
Génios mal-inventados
Melódias mal-cantadas
Gritos silenciosos
Silêncio ensurdecedor
Luzes da cidade que nunca dorme
Portas abertas, janelas fechadas
Loucos, loucos dizem.
Loucura condensada em dois pares de meias-frases
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